Na Zona Sul, 77 comércios não essenciais são fechados durante a quarentena

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Mesmo com a autorização do Governo do Estado para reabrir alguns setores comerciais, ainda que com restrições, o prefeito Bruno Covas estendeu a quarentena até o dia 15 de junho. Antes de abrir as portas, os comércios devem obter autorização da Prefeitura, mediante apresentação de protocolos de higiene


Mesmo com a quarentena mantida na cidade de São Paulo, pelo menos até o dia 15 de junho, alguns comércios não essenciais insistem em abrir as portas e correr o risco de serem fechados pela fiscalização municipal.

Até o início de junho, 537 estabelecimentos foram fechados na cidade, sendo 77 deles na Zona Sul: a maioria em Santo Amaro (30) e Cidade Ademar (29), e também na região do M’Boi Mirim (9), Campo Limpo (5), Ipiranga (3) e Parelheiros (1).

Segundo a administração municipal, “os locais estão sujeitos à interdição imediata de suas atividades e, em caso de resistência, cassação do alvará de funcionamento ou TPU/Autorização Temporária. Reiteramos que o objetivo não é multar, mas, sim, evitar aglomerações para reduzir o risco de transmissão do coronavírus para proteger a população”. A multa para o estabelecimento aberto chega a R$ 9.231,65 a cada 200 m² de área construída.

Mesmo com a autorização do Governo do Estado para reabrir alguns setores comerciais, ainda que com restrições, o prefeito Bruno Covas estendeu a quarentena para evitar uma escalada de lojas abertas e aumento dos casos de infecção por Covid-19 na cidade. Antes de abrir as portas, os comércios devem obter autorização da Prefeitura, mediante apresentação de protocolos de higiene. Por enquanto, a fiscalização continua.

“A gente só vai discutir reabertura com parâmetros acima daqueles já combinados com Governo do estado de São Paulo. E, assim que [as propostas forem] referendadas, os setores vão poder reabrir na cidade. Até lá, continuamos a fiscalizar o que é proibido de abrir”, afirmou o prefeito Bruno Covas.

Segundo a Prefeitura, as propostas sanitárias devem conter os seguintes itens:

  • protocolos de distanciamento, higiene e sanitização de ambientes;
  • protocolos de orientação de clientes e colaboradores;
  • compromisso para testagem de colaboradores e/ou clientes;
  • horários alternativos de funcionamento (escalas diferenciadas de trabalho) com redução de expediente.
  • sistema de agendamento para atendimento;
  • protocolo de fiscalização e monitoramento pelo próprio setor (autotutela);
  • esquema de apoio para colaboradores que não tenham quem cuide de seus dependentes incapazes no período em que estiverem fechadas as creches, escolas e abrigos (especialmente as mães trabalhadoras).

Desde o dia 1º de junho, a Prefeitura já recebeu 54 propostas de protocolos sanitários de reabertura de entidades setoriais. “Todos os setores que constam na fase 2 do Plano São Paulo, do Governo do Estado, já enviaram propostas. Entre os documentos recebidos, 22 são da fase 2 e outras 32 sugestões são de entidades enquadradas nas fases 3 e 4 ou de serviços essenciais. Encontrando-se formalmente adequada a proposta, a Secretaria apresentará sua manifestação e a encaminhará para análise da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (COVISA), que analisará o protocolo sanitário, nos seus aspectos técnicos, e apresentará sua manifestação favorável, favorável com alterações ou desfavorável e encaminhará o processo para a Casa Civil do Gabinete do Prefeito. Caso tudo seja aprovado, haverá a celebração de um termo de compromisso com as entidades do setor analisado e os estabelecimentos relativos ao respectivo setor poderão retomar o atendimento presencial ao público, devendo cumprir com todas as exigências nele fixadas”, informou a Prefeitura.

Queda nas vendas do varejo em SP é de 67% em maio, informa ACSP

De acordo com a Associação Comercial de São Paulo, no mês de maio, o varejo paulistano registrou queda de 67% nas vendas, se comparada ao mesmo mês do ano passado. Em relação ao mês de abril deste ano, no entanto, houve aumento de 5% nas vendas, por causa do Dia das Mães.

“Agora, com o início da flexibilização, elas estão tentando pôr a cabeça para fora para faturar um pouco no Dia dos Namorados. Mas no ritmo que está, com o aumento do desemprego e a queda na renda, talvez nem isso”, diz Marcel Solimeo, economista da ACSP.


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