Motociclista é atropelado por carro de luxo no Itaim Bibi

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Testemunhas disseram a Polícia que o motorista do carro não parou diante do sinal vermelho e fez uma conversão proibida. Segundo o irmão da vítima, o motorista estava alcoolizado. Este foi o quarto caso de motociclista atropelado, em uma semana, na capital paulista


Na noite de 2 de junho, um motociclista foi atropelado por um carro de luxo no cruzamento das avenidas Brigadeiro Faria Lima e Gabriel Monteiro da Silva, no Itaim Bibi. Ele sofreu apenas ferimentos leves.

Testemunhas disseram a Polícia que o motorista do carro não parou diante do sinal vermelho e fez uma conversão proibida. Segundo o irmão da vítima, o motorista estava alcoolizado.

“Eu cheguei a conversar com o motorista, ele estava dando risada. Até me alterei e fui para cima dele e os policiais não deixaram. Mas deu para ver que ele estava bêbado sim, porque ele se recusou a fazer o bafômetro, colocou até uma bala na boca. A policial me disse que não estava na ocorrência e não podia obrigá-lo a fazer, tinha de esperar outra viatura para fazer o bafômetro. Mas deu para ver que ele estava alcoolizado, senti o cheiro de bebida e falei pra policial ‘esse cara está bêbado, olha o cheiro’, e ele deu risada na minha cara o tempo todo. Falei que ele ia pagar os medicamentos, a moto. Ele falou ‘vê o que vocês fazem aí ‘ e foi embora’. Fiquei com muita raiva”, disse Adriano da Silva Andrade, irmão da vítima Adeilton Alves.

Testemunhas também disseram que o motorista fugiu sem prestar socorro. A Polícia afirmou, no entanto, que ele deixou o local depois de ser ameaçado por outros motociclistas, mas prestou os primeiros socorros e entregou seus documentos à Polícia.

“Pensamos no início que o motorista que bateu tinha omitido socorro, mas a polícia nos explicou que quando ele caiu pararam vários motoqueiros e começaram a chutar o carro, e ele estava com a família e ficou com medo. Tinha uma criança pequena no carro. Testemunhas nos contaram que o motorista fez uma conversão proibida com o sinal fechado, por isso os motoqueiros ficaram irritados”, disse Gizelia Conceição de Lima, cunhada de Adeilton.

Este foi o quarto caso de motociclista atropelado, em uma semana, na capital paulista.

No dia 29 de junho, um motociclista morreu na Avenida Giovanni Gronchi, após ser atingido por um carro. O motorista era um homem de 66 anos que estava bêbado, não possuía Carteira Nacional de Habilitação e que fez uma conversão proibida.

No mesmo dia (29), outro motociclista foi atropelado e morreu na Rua Augusta, no Centro. O veículo que o atingiu transitava na contramão e o motorista fugiu sem prestar socorro.

Dois dias antes, em 27 de junho, um motociclista morreu e outros dois ficaram feridos quando foram atingidos por um carro de luxo no Cambuci. A motorista, que dirigia em alta velocidade, foi presa em flagrante, mas foi solta depois de pagar R$ 22 mil em fiança.


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