Morador denuncia falta de limpeza e ação irregular de catadores de lixo em Ecoponto do Brooklin

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Catadores de lixo são flagrados recebendo dinheiro de munícipe para descartar material que não é aceito no Ecoponto. Eles, então, descartam os materiais em uma praça, e ameaçam funcionários do Ecoponto para retirar reciclagem do local


Lixo deixado em uma praça ao lado de um Ecoponto é o motivo de uma reclamação de um morador do Brooklin. O Ecoponto, que fica na Av. Vicente Rao, está “sempre muito limpo”, diz o morador. Mas a praça, ele descreve como “lixão”.

Ele denuncia que “carroceiros entram no Ecoponto, a força, ameaçando funcionários com facas e até machadinhas para retirar material do local”. Além disso, “eles escolhem o que é ou não vendável na rua e na praça ao lado, deixando para trás muito lixo espalhado”.

O morador enfatizou que as fotos mostram apenas uma parte da sujeira e que no local acontecem até fogueiras para limpar os fios de cobre roubados.

Morador é flagrado pagando para carroceiro descartar material

Também relata que, no último dia 18, um munícipe foi ao Ecoponto descartar telhas de amianto e gesso, mas o material não é aceito no local. O munícipe, então, pagou para um carroceiro ficar com o material e ele jogou tudo na calçada do ecoponto, apesar de ali existir manilhas de concreto e câmeras a fim de coibir essas ações.

Também afirmou que caminhões de entulho, sem identificação ou placa, despejam lixo nas seguintes ruas: da Prata, Santos Dumont, Péricles, Jose Antônio Morais, Job Lane, Farrapos, Cap. Felisbino de Morais.

Aviso sobre assalto colocado nas paredes do bairro

Sobre a segurança, o morador afirma que sempre acha documentos jogados nas ruas, a maioria de mulheres, e que nas últimas semanas apareceram no bairro placas com a mensagem: “Cuidado! Atenção ao andar com celular e bolsas. Região de assaltos”.

De acordo com o morador, “neste caso não adianta ligar pra quem for, anotar placa ou ainda servir com imagens de segurança a ação dos caminhoneiros. Para a polícia só serve o ato flagrante”.

A Subprefeitura Santo Amaro informou que “realiza serviços de zeladoria no local mensalmente e encaminhou uma equipe na última quarta-feira (25) para intensificar os serviços de limpeza. Os carroceiros são fiscalizados pelos agentes fiscais da subprefeitura. Esta administração regional solicitou apoio da Guarda Civil Metropolitana e da Polícia Militar no local e na região, por conta de ocorrências de assaltos e tentativas de invasão de carroceiros ao Ecoponto”.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (Amlurb),informou que “todo munícipe – seja ele catador ou não – flagrado por agente público (GCM/Agente vistor) descartando resíduos irregularmente estará sujeito a multa no valor de R$ 819,81 (abaixo de 50kg) até R$ 16.003,53 (acima de 50kg), de acordo com o art. 160 e art. 161 da lei 13.478/02. A fiscalização ocorre diariamente em toda cidade de São Paulo, de acordo com as demandas recebidas através do Sistema de Gerenciamento de Fiscalização e atribuídas pelos agentes vistores da região. Somente em 2018, foram realizadas 131 autuações na região da Subprefeitura de Santo Amaro e até agosto deste ano, 124 penalizações.

Vale ressaltar que a contribuição da população é fundamental para manter as ações de zeladoria na cidade. O Município disponibiliza a Central SP156 (telefone, aplicativo e site), além de praças de atendimento das subprefeituras para denúncias de descarte irregular e informações sobre manejo correto.

A fim de evitar o descarte irregular próximo ao Ecoponto Vicente Rao, a equipe de educação ambiental do Consórcio SCK – Ecosampa, empresa responsável pela zeladoria e administração dos Ecopontos na região sul, implantaram floreiras em frente a unidade, para criar obstáculos para o descarte irregular de carroceiros.  A empresa também foi orientada a reforçar o trabalho de conscientização ambiental com os munícipes da região. Em relação aos casos pontuais de intimidação aos funcionários do Ecoponto, a Polícia Civil e a Subprefeitura Santo Amaro já foram devidamente informadas sobre o caso para tomar as cabíveis providências”.

A Secretaria de Segurança Pública informou que “os endereços citados pertencem ao 11º DP (Santo Amaro) e 27º DP (Campo Belo). Em ambos, não foram registradas ocorrências de descarte irregular de lixo. Em relação aos crimes patrimoniais, as delegacias investigam os casos citados e atuam visando prender os autores. A Polícia Militar vem adotando novas medidas para reforçar a atuação na região e analisa os índices criminais e registos de ocorrência a fim de traçar ações de combate à criminalidade local. O patrulhamento é realizado pela Rocam, Força Tática, Policiamento Comunitário e Radio Patrulhamento, além de operações periódicas. A PM também comunica incidentes que possam tornar-se um facilitador de crimes aos órgãos municipais por meio do Relatório sobre Averiguação de Incidente Administrativo (RAIA)”.

Ecopontos

Os Ecopontos, são locais de entrega voluntária de pequenos volumes de entulho (até 1 m³), grandes objetos (móveis, poda de árvores etc.) e resíduos recicláveis. Nesse espaço, o munícipe poderá descartar o material gratuitamente em caçambas distintas para cada tipo de resíduo. De acordo com a resolução 348/2004 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é proibido descartar gesso e amianto em caçambas de entulho. Os materiais que contêm gesso e amianto deverão ser devidamente acondicionados e descartados em aterros específicos e autorizados pela CETESB. Existem empresas transportadoras de resíduos da construção civil cadastradas na Amlurb que executam esse serviço. Confira a lista de transportadoras: http://bit.ly/2m3LNqT


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