Ministério Público apura crime ambiental em parque abandonado da Zona Sul

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Lago do Parque Jacques Cousteau sofre com o despejo de galerias de águas da chuva, o que descaracteriza a Mata Atlântica e espécies animais que estão no local

Desde 2017, moradores de Interlagos lutam contra o abandono do Parque Jacques Cousteau e também do lago do Parque, que vem sofrendo com o despejo de cinco galerias de águas da chuva, o que descaracteriza a Mata Atlântica e espécies animais que estão no local.
No dia 18 de março, após pedido de instauração de um inquérito civil para apurar crimes ambientais, feito pelo vereador Toninho Vespoli, o Dr. Geraldo Rangel, promotor do Ministério Público de São Paulo, esteve no Parque para fazer uma perícia. O promotor foi acompanhado por representantes da região, como a Dra. Amarílis, assessora jurídica do vereador Toninho Vêspoli; Amauri, assessor do vereador Rodrigo Goulart; Dr. Marco Campos, advogado da Associação Benfeitores de Interlagos; Rafael Rodrigues, diretor do Grupo Sul News; Ângela, administradora licenciada do parque; Sr. João, atual administrador do parque; além de moradores da região.
No córrego das nascentes do lago foi retirada a Mata Ciliar com introdução de espécies exóticas como Ameixeiras, Espatódeas, Eucalíptus, Pínus, Ipês-de-el-salvador, Bambús, entre outras.
O parque, que tem 67 mil m² e abriga diversos animais, foi criado como um viveiro e se tornou parque depois de pedidos de vereadores da região. Até hoje não foi aberto ao público, devido a peculiaridade da fauna e flora do espaço, conforme explica o Dr. Marco Campos, advogado da Associação Benfeitores de Interlagos.
“Em 2010, a Associação propôs uma ação civil pública para suspensão de implementação do parque, assim, foi determinado ao Município que fizesse um laudo ambiental sobre o impacto de implementar um parque com essas peculiaridades. Hoje tem uma licitação que está ocorrendo para a elaboração de um projeto que vai fazer desvio das galerias e desassoreamento do lago”, explicou.
A instauração do inquérito tem como justificativa a desfiguração do parque com a chegada de espécies botânicas que prejudicam a fauna e flora do parque. Além disso, também há o abandono das instalações do Parque, que seria mais um espaço de convivência para a comunidade. “Acredito que possa haver uma efetiva viabilização desse inquérito civil em uma ação civil pública, visando responsabilizar a administração para efetividade da resolução do assoreamento do lago, que é de extrema urgência”, afirmou o Dr. Marco.
Até a última sexta-feita (22), a Secretaria do Verde e Meio Ambiente não havia sido notificada pelo Ministério Público.
Em nota a Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB) informou que “os envelopes da licitação para o projeto de drenagem do Parque Laguinho Jacques Cousteau foram abertos no dia 25 de fevereiro. Em 19 de março foi publicada a ata com a classificação de três empresas. Atualmente o processo está em fase de recursos”.
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