Metade das moradias precárias em favelas da cidade de SP estão na Zona Sul

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Até o fim de 2019, a cidade de São Paulo tinha 372 mil famílias morando em habitações precárias. Agora, durante a pandemia, cerca de 55 mil famílias também foram morar em favelas, registrando um aumento de 5%, devido ao desemprego e aumento do aluguel


Cerca de 50% das 391.939 moradias precárias da cidade de São Paulo estão localizadas na Zona Sul, de acordo com a Secretaria Municipal de Habitação. As outras favelas estão espalhadas pelas Zonas Leste, Norte e Oeste.

Até o fim de 2019, a cidade de São Paulo tinha 372 mil famílias morando em habitações precárias. Agora, durante a pandemia, cerca de 55 mil famílias foram morar em favelas, registrando um aumento de 5%.

Essas famílias moram nas 1.733 favelas que existem na capital paulista, sendo que 24 comunidades também surgiram durante a pandemia.

Um dos principais motivos para boa parte das famílias saírem de suas casas para morar nas favelas é o desemprego. A falta de dinheiro, consequentemente, afeta no pagamento do aluguel.

Muita gente, aliás, não vai para uma favela. Vai direto dormir nas ruas da cidade de São Paulo.

“Desde o começo da pandemia, quando chegou uns seis, sete meses que iniciou realmente, quando foi fechado todo o comércio, a gente notou que começou a aparecer famílias na rua. Isso foi aumentando, aumentando e até hoje a gente consegue ver gente nova vindo pra rua, que mudou já o perfil da população de rua. Agora nós temos famílias inteiras, até microempresários que estão na rua. Eles tinham pequenas empresas, fecharam seu comércio, como eu tenho conversado com alguns, fecharam seu comércio, não puderam reabrir, não puderam pagar seu aluguel e vieram pra rua”, afirma Robson César Correia, presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo.

Além das dificuldades impostas pela “moradia” nas ruas, nos últimos dias, pessoas em situação de rua têm sofrido com o frio intenso. De acordo com o Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo, sete pessoas em situação de rua morreram de frio entre os dias 29 e 30 de junho, quando as madrugadas registraram cerca de 6°.

A Prefeitura informou que não tem como atestar a causa dessas mortes.


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