Mesmo na pandemia, bairros da Zona Sul registram aluguel mais caro de SP

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A Zona Sul também tem os maiores índices de desvalorização em dois bairros e as três regiões mais rentáveis para locação. Quanto aos aluguéis comerciais de alto padrão, só no fim do ano o mercado pode sentir os efeitos econômicos da pandemia


Segundo levantamento do portal imobiliário Imovelweb, em abril, três bairros da Zona Sul registraram os aluguéis mais caros da cidade de São Paulo:

  • Vila Olímpia, R$ 4.842
  • Vila Cordeiro, R$ 4.790
  • Itaim Bibi, R$ 4.714

Enquanto isso, a taxa de aluguel média ficou em R$ 1.967 num imóvel de 65 m², com dois dormitórios e uma vaga na garagem.

Pensando no preço médio do aluguel, a Vila Cordeiro teve 24% de crescimento, ficando atrás de outros dois bairros com aluguéis mais valorizados: Vila Madalena (R$ 4.167 por mês) e Socorro (R$ 1.749 por mês), ambos com 25% de crescimento.

Na Zona Sul também há bairros com os maiores índices de desvalorização: Jardim Santo Amaro (R$ 2.182,00/mês) e Jardim Aeroporto (R$ 2.312,00/mês), com queda de 23% e 21%, respectivamente.

“Com uma leve baixa, a rentabilidade imobiliária em São Paulo registrou média anual de 5,4%, no mês de abril. A partir deste dado, podemos dizer que serão necessários 18,4 anos de aluguel para retomar o dinheiro investido na compra do empreendimento, período 4,5% menor que há um ano”, informa o portal Imovelweb.

A Zona Sul também tem dois dos três bairros mais rentáveis para locação: Vila Almeida (Santo Amaro), com 13,3% e Nova Piraju (Campo Belo), com 9,5%. O bairro da Zona Sul menos atrativo para investir, segundo a pesquisa, é o Ibirapuera com 3,2%.

No Morumbi (R$ 26.329), Cidade Jardim (R$ 23.669) e na Chácara Itaim (R$21.584) estão localizados os metros quadrados mais caros.

DESOCUPAÇÃO EM ESCRITÓRIOS

Por causa da pandemia, muitas empresas liberaram seus funcionários para trabalhar em casa e os escritórios ficaram vazios. Era de se esperar que a crise financeira e a indefinição do término da pandemia fossem motivos suficientes para que contratos de aluguel de escritórios comerciais de luxo fossem cancelados. Porém, de acordo com o Sistema de Informação Imobiliária da América Latina (SiiLA Brasil), isso pode não acontecer porque o mercado já estava pré-aquecido antes da pandemia.

“Existia um cenário muito positivo economicamente. Estávamos passando por um momento de pouca entrega, o que levava a demanda a ocupar os imóveis já existentes”, disse Giancarlo Nicastro, CEO da SiiLa Brasil.

No primeiro trimestre do ano apenas 13,78% dos imóveis comerciais de alto padrão estavam vazios. Essa é a menor taxa de vacância, desde 2015, segundo a SiiLa Brasil. “Esses dados não refletem absolutamente nada da pandemia da Covid-19, porque ela começou na segunda quinzena de março. Tinha muita gente esperando que a taxa de vacância subisse vertiginosamente, o que não é verdade, porque o efeito da crise neste mercado é mais lento. Os contratos são muito bem amarrados, com multas muito altas, o que dificulta a devolução desses imóveis no curto prazo”, explicou o CEO.

A devolução de imóveis é um ato esperado pela SiiLa Brasil, mas apenas no fim do ano. “Vai haver, sim, a devolução de imóveis por causa da crise da Covid-19. Tem muita empresa esperando ver o que vai acontecer. A gente sabe que é uma crise que tem começo, meio e fim. Só não sabemos ainda quando será o meio e o fim, mas temos visto que países que já retomaram as atividades veem a economia reagir. As bolsas estão subindo, o dólar caindo. Então, qualquer atitude agora pode ser precipitada, então a gente não espera essa sangria que todo mundo está esperando”, finalizou.


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