Linha 9-Esmeralda registra queda de 59% no número de passageiros, mesmo com a flexibilização da quarentena

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Uma das explicações para a queda no movimento de pessoas na Linha 9-Esmeralda é o home office: com grande quantidade de escritórios em Santo Amaro, Granja Julieta, Morumbi, Berrini, Vila Olímpia e Cidade Jardim, a maioria dos funcionários continua trabalhando em casa


Mesmo com a flexibilização da quarentena, alguns setores ainda não retomaram as atividades por completo. O transporte sob trilhos é um exemplo: apesar de ainda lotados, não sendo possível manter o distanciamento social proposto para evitar a contaminação da Covid-19, vagões do Metrô e da CPTM estão mais vazios do que de costume.

Uma das linhas da CPTM que mais registrou queda no movimento de pessoas foi a Linha 9-Esmeralda que corta a Zona Sul, saindo do Grajaú, até chegar na região metropolitana da capital paulista, na cidade de Osasco.

Em agosto, a Linha 9-Esmeralda recebeu menos de cinco milhões de pessoas, enquanto em fevereiro foram quase 12 milhões. Ou seja, apenas 43% do seu público normal, quando a quarentena ainda não havia sido estabelecida. A Linha 12-Safira, por exemplo, que percorre a Zona Leste, já chegou a receber 74% de seu público após a reabertura do comércio.

Uma das explicações para a queda no movimento de pessoas no Metrô e na CPTM é o home office. Desde que este modelo de trabalho foi estabelecido em muitas empresas, pelo menos até o fim do ano, apenas quem trabalha no setor de serviços tem circulado pelas estações da cidade. Quem trabalha em escritórios e agências tem circulado menos, como é o caso de quem atua em Santo Amaro, Granja Julieta, Morumbi, Berrini, Vila Olímpia e Cidade Jardim, bairros percorridos pela Linha 9-Esmeralda.

Nessas estações, o movimento caiu drasticamente: -79% na estação Berrini; -70% na estação Vila Olímpia; -67% no Morumbi e -65% na estação Granja Julieta.

Em setembro, foram realizadas 92 milhões de viagens no transporte sob trilhos das 13 linhas da CPTM. Porém, este número ainda é pequeno se comparado a setembro do ano passado, quando foram registrados 188 milhões de embarques.

Entre Metrô e CPTM, a Linha 4-Amarela (do Metrô) lidera na queda de passageiros: o movimento está 60% menor do que em 2019. Em seguida estão a Linha 9-Esmeralda (CPTM) com queda de 59,3% e a Linha 2-Verde (Metrô), com queda de 58,3%.

Essa redução no número de passageiros também reduz a receita orçamentária do setor de transporte sob trilhos. De acordo com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), o setor já perdeu R$ 5,6 bilhões em 2020, sendo que apenas o Metrô de São Paulo perdeu mais de R$ 1,2 bilhão.

“Seja porque pessoas perderam o emprego ou pelo trabalho em home office, ainda seria uma perda de 25% a 30% —cerca de 3 milhões de passageiros a menos por dia— no melhor cenário”, afirma João Gouveia, vice-presidente da ANPTrilhos.


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