Iphan realiza visita técnica no Ginásio do Ibirapuera para estudo de tombamento

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Um primeiro pedido de tombamento do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães já foi rejeitado pelo Condephaat, após mobilização da sociedade já que o Governo do Estado pretende privatizar o local e transformá-lo em um “shopping” com a implantação de lojas, área de alimentação, pista de skate, playground e até um hotel. A arena esportiva também deve aumentar para receber 20 mil pessoas. O governador João Doria descreveu o estudo como “descabido”


Nesta terça-feira (11), representantes do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) realizam a primeira visita técnica de vistoria ao Conjunto Constâncio Vaz Guimarães (que abriga o Ginásio do Ibirapuera, o Estádio Ícaro de Castro Mello, o Conjunto Aquático Caio Pompeu de Toledo, o Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro e o Palácio do Judô).

A vistoria pretende delimitar as áreas de tombamento e de entorno “a serem protegidas provisoriamente até que a instrução adequada seja concluída”, conforme determinou Carolina Di Lello, coordenadora geral de identificação e reconhecimento do Iphan.

Em janeiro deste ano, o Iphan deu entrada em um processo de estudo para o tombamento do Conjunto, pedido que já foi rejeitado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), após mobilização da sociedade já que o Governo do Estado pretende privatizar o local e transformá-lo em um “shopping” com a implantação de lojas, área de alimentação, pista de skate, playground e até um hotel. A arena esportiva também deve aumentar para receber 20 mil pessoas.

Projeto do Governo para o Complexo Ibirapuera

A visita e o estudo de tombamento iniciado pelo Iphan foi alvo de críticas do governador João Doria, na última segunda-feira (10), que chamou a situação de “descabida”, já que o Conjunto não tem “valor arquitetônico que mereça ser mantido”.

“O tema neste momento segue com o Governo Federal porque houve uma manifestação do Iphan, totalmente descabida, de que deveria manter o Ibirapuera como patrimônio histórico e arquitetônico do país, sendo que a decisão pelo Condephaat do Governo de São Paulo já havia sido tomada exatamente ao contrário. O Condephaat não vê nenhum valor arquitetônico no conjunto do ginásio. Tem um valor de memória afetiva, mas nenhum valor arquitetônico que mereça ser mantido”, afirmou Doria.

Anteriormente, especialistas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) já se posicionaram contra a privatização do Conjunto com a justificativa de que o equipamento é um dos principais locais da história da arquitetura brasileira. “São diferentes os motivos que justificam a preservação do Conjunto Desportivo ‘Constâncio Vaz Guimarães’, onde se localiza o Ginásio do Ibirapuera. Esse último edifício deve ser protegido por questões estilísticas e construtivas, mas também pela sua importância dentro da arquitetura moderna brasileira e da modernização do esporte e da cultura da cidade de São Paulo em meados do século XX”, afirmam.

De acordo com o Governo, o Complexo gera um gasto de R$ 18 milhões por ano com manutenção, enquanto a arrecadação é de R$ 2,5 milhões, aproximadamente. Com a concessão, pelo período de 35 anos, o Complexo vai garantir R$ 220 milhões em melhorias.


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1 COMENTÁRIO

  1. Ei Doria, vai tomar no cú!!!!!! Tudo é só dinheiro para esse governo!!!!! Sai pra lá, chulé!!! Memórias afetivas e históricas devem sim ser preservadas e algumas vezes, pasme, sem nenhum interesse econômico embutido! Páre de privatizar tudo e tornar inacessível para a maioria da população. Se liga!!! Caso aqui fosse a Suécia e olha lá, mas é o Brasil, com um milhão de diferenças sociais entre a população!! Faça eventos esportivos abertos e divulgados ao público, nesta área. Incentive o esporte e a acessibilidade a ele!!! O orgulho pelo esporte nacional, neste importante centro de treinamento. A lógica adequada é o inverso do que pensou…

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