Indígenas de tribos da Zona Sul são os primeiros a receber a vacina contra a Covid-19

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A primeira vacina contra a Covid-19 foi aplicada em uma indígena de 107 anos, que faz parte da tribo Tenonde Porã, em Parelheiros. Essa primeira fase da vacinação inclui os indígenas no grupo prioritário, junto com os profissionais da Saúde e idosos que moram em abrigos


Depois de iniciar a vacinação em profissionais da Saúde, nesta quarta-feira (20) foi a vez da primeira indígena da cidade de São Paulo receber a vacina contra a Covid-19: Maria Rita da Silva, 107 anos, faz parte da tribo Tenonde Porã, em Parelheiros.

O extremo Sul da capital tem seis aldeias, com cerca de 913 indígenas: Tenonde Porã, Krukutu, Kalipity, Marsilac, Brilho do sol e Guierapaj. “Está chegando o momento que a gente já esperava, para a vacinação. Estamos com muita esperança, mas a nossa população deve continuar se cuidando”, disse Vera Popygua, líder indígena da região.

Essa primeira fase da vacinação inclui os indígenas no grupo prioritário, junto com os profissionais da Saúde e idosos que moram em abrigos. Portanto, são cerca de 3 mil indígenas na capital paulista que receberão parte das 200 mil doses entregues à Secretaria Municipal de Saúde.

A segunda imunização desse grupo deve acontecer quando a Prefeitura receber mais 200 mil doses da vacina.

Na cidade de São Paulo, a campanha de vacinação para toda a população vai acontecer em cerca de 3 mil locais:

  • nas 468 Unidades Básicas de Saúde;
  • em 1.000 escolas, como os CEUs;
  • em 1.000 equipamentos de Saúde como AMAs, UPAs e Pronto-Socorros;
  • em 1.000 postos satélites como praças, shoppings, estações de metrô e terminais de ônibus.

VACINAÇÃO EM QUILOMBOLAS

Inicialmente parte do grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19, grupos quilombolas do Estado de São Paulo foram retirados da primeira fase de vacinação porque, segundo o governador João Doria, “o Ministério da Saúde excluiu os Quilombolas da fase inicial do Plano Nacional de Imunização”.

Como a vacina Coronavac é distribuída pelo Ministério da Saúde, o Governo do Estado seguiu a determinação do Plano Nacional de Imunização (PNI), mas voltou atrás. Agora, os grupos quilombolas foram reintegrados a primeira fase e a vacinação deve começar na próxima sexta-feira (22).

“Lamentavelmente, a população quilombola foi excluída do PNI. O Governo Federal excluiu do plano nacional, mas em São Paulo, quilombolas serão vacinados a partir desta sexta-feira (22). Isso já estava no plano estadual”, disse Doria.

No Estado de São Paulo existem 51 comunidades reconhecidas como remanescentes de quilombos e, assim como as tribos indígenas, têm indicadores de saúde ruins, às vezes, por causa de sua localização.

“Essas comunidades, muitas delas são de difícil acesso, então a logística para fazer o planejamento da vacinação precisa ser feita de maneira especializada. Precisa de pessoas e equipamentos para fazer essa vacina chegar. Por outro lado, isto não é novidade, já existe um conhecimento prévio de como é feita essa vacinação, porque o Programa Nacional de Imunização já alcança essas populações no caso das outras vacinas, como coqueluche, sarampo, tuberculose”, explica Hilton Silva, especialista em saúde quilombola.


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