Incêndio acontece em festa ilegal durante quarentena no extremo da Zona Sul

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O incêndio foi causado por um sinalizador acendido pelo DJ. Festas irregulares e que aglomeram diversos jovens sem máscara em um local fechado têm se tornado comum após a flexibilização da quarentena e no momento em que os casos de Covid-19 estão voltando a crescer na cidade de São Paulo


De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, cresceu em 25,7% o número de jovens infectados pela Covid-19 entre junho e novembro. Pessoas de 20 a 29 anos eram 13% dos infectados em junho, mas até o dia 20 de novembro, pessoas dessa faixa etária já eram 17% dos doentes.

Esse aumento foi sentido após a flexibilização da quarentena e a irresponsabilidade das pessoas. Na noite do último domingo (22), por exemplo, circularam nas redes sociais imagens de um incêndio que aconteceu na região do Campo Limpo. Mas além do fogo, o perigo era outro: o contágio pela Covid-19, já que o incêndio aconteceu numa festa irregular que reuniu diversas pessoas.

A festa aconteceu na Av. Carlos Lacerda e o incêndio foi provocado pelo sinalizador que o DJ acendeu dentro do local, que era fechado. Os vídeos mostram as pessoas correndo e as chamas destruindo móveis e já perto do teto.

Em uma rede social, o Corpo de Bombeiros informou que recebeu um chamado de incêndio, mas a ligação foi interrompida. Mas em contato com a Polícia, foi confirmado que não havia fogo no local.

“O jovem tem uma tendência a achar que com ele nunca vai acontecer nada, ele não vai ficar doente, ele não vai morrer, ele não enxerga a morte no seu horizonte. Mas ele tem que entender que tem contato com outras pessoas, e que essas pessoas correm risco de ter uma doença de uma forma mais grave, muitas vezes tendo de ir para o hospital, leitos de UTI, e até eventualmente a óbito”, diz coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo, João Gabbardo.

Festas irregulares, como essa no Campo Limpo, têm se tornado comum após a flexibilização da quarentena. Os ingressos são vendidos pelas redes sociais e, muitas vezes, apenas com uma hora de antecedência o público é informado sobre o local da festa, uma maneira de barrar a fiscalização da Prefeitura.

E essas celebrações acontecem justamente quando os casos de Covid-19 estão voltando a crescer na cidade de São Paulo: em quatro semanas, o número de óbitos cresceu 24%.

Os hospitais municipais vêm registrando uma crescente de internações e casos da doença, de acordo com os boletins da Secretaria Municipal de Saúde:

  • 25/10: 357.586 casos confirmados / 510 internados
  • 30/10: 363.863 casos confirmados / 533 internados
  • 05/11: 367.601 casos confirmados / 560 internados
  • 10/11: 374.054 casos confirmados / 581 internados
  • 15/11: 382.581 casos confirmados / 606 internados
  • 20/11: 392.283 casos confirmados / 757 internados

O prefeito de São Paulo, porém, vê a situação estável e acredita que não é necessário retroceder na flexibilização. “Estamos em um momento de estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo. Há uma estabilidade em relação ao número de casos, uma estabilidade em relação número de óbitos, mas há uma variação positiva na taxa de ocupação dos leitos de UTI covid-19”, afirmou Bruno Covas.

Os hospitais particulares registraram aumento de 44% nas internações e 46% no número de casos de Covid-19 nos últimos 15 dias, de acordo com o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (SindHosp). “Este é um indicativo de que o número de casos vem aumentando e de que aquela tendência da curva de baixa está dando um pico. Não significa ainda que inverteu, mas aparentemente, por enquanto, é só um pico e precisamos ter muita atenção em relação a isso”, disse Francisco Balestrin, presidente do SindHosp.


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