Hospitais da Zona Sul registram 100% de ocupação com pacientes da Covid-19

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Para as próximas semanas, a Secretaria Municipal de Saúde projeta que, a partir do dia 20 de janeiro, a cidade de São Paulo registre novo aumento nos casos de internações e óbitos por Covid-19. Isso por causa das aglomerações, festas clandestinas e comércio lotado nas festas de fim de ano


Se na semana passada, hospitais municipais da Zona Sul voltaram a registrar aumento de pacientes infectados pela Covid-19 e alta ocupação de leitos na enfermaria, nesta semana o jogo virou.

Nesta terça-feira (12), dois hospitais municipais da Zona Sul estão com 100% de seus leitos ocupados. São eles os hospitais Guarapiranga e o de Parelheiros, que até a semana passada tinham 43% e 54% dos leitos ocupados, respectivamente.

Outros dois hospitais municipais da Zona Sul também registram aumento na ocupação, devido a pandemia: o Hospital da Cruz Vermelha e o da Capela do Socorro, ambos com 80% de ocupação.

“O sistema hospitalar já está sofrendo sobrecarga. Não está em colapso, mas está em sobrecarga. Temos vagas na UTI que serviam para atender a outras doenças atualmente usadas para Covid-19, alguns lugares reduzindo procedimentos eletivos, ajustando fluxos, há hospitais que estão cancelando tomografias porque tem muitos pacientes com Covid fazendo tomografia ou cancelando outros procedimentos eletivos e ambulatoriais para conseguir acomodar o aumento do volume de pacientes com Covid que está procurando o atendimento recentemente”, explica Márcio Sommer Bittencourt, pesquisador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP.

Para as próximas semanas, a Secretaria Municipal de Saúde projeta que, a partir do dia 20 de janeiro, a cidade de São Paulo registre novo aumento nos casos de internações e óbitos por Covid-19. Isso por causa das aglomerações, festas clandestinas e comércio lotado nas festas de fim de ano.

“A ocupação dos leitos de UTI na cidade — que chegou a 50% — hoje está em 63%. Abrimos cerca de 200 novos leitos de enfermaria, mas começa a haver uma pressão maior por internações. Com o que ocorreu em dezembro, sobretudo com a questão do comércio e festas de Natal e Ano Novo, acreditamos que o número de casos e internações deve se acentuar a partir do dia 20, 25 de janeiro. Se viermos nesse ritmo, vamos ter uma pressão bastante acentuada no final de janeiro no sistema de saúde”, disse o secretário municipal, Edson Aparecido.

No Estado de SP, a média diária de mortes vem crescendo: há três dias a média passa de 200 mortes, sendo que esse número não era registrado desde setembro.

Na última segunda-feira (11), o Estado registrou 48.379 óbitos e 1.549.142 casos confirmados do novo coronavírus.


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