Homem em situação de rua é esfaqueado por ex-guarda civil metropolitano na Zona Sul

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O agressor alegou que agiu em legítima defesa, mas uma testemunha viu ele chegando com as armas usadas no crime e depois as escondendo. Segundo a Polícia Civil, o ex-GCM cometeu uma tentativa de homicídio. Em relação a Polícia Militar, apenas no primeiro semestre deste ano houve um aumento de 21%, em comparação com o ano passado, nas mortes cometidas por PMs, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública


Um homem em situação de rua foi esfaqueado três vezes por um inspetor aposentado da Guarda Civil Metropolitana na Av. Carlos Oberhuber, em Cidade Dutra, no dia 20 de julho. No boletim de ocorrência, a vítima afirmou que não sabia porque estava sendo agredido.

A tentativa de morte foi presenciada por uma pessoa que viu o ex-GCM se aproximar com um pedaço de madeira e um punhal na mão. Primeiro, ele atacou os cachorros da vítima e depois o homem, que estava deitado e não se mostrou ameaçador contra o GCM.

As armas do crime, o punhal e a madeira foram jogados no mato, mas a testemunha recuperou os objetos e entregou para a Polícia.

O agressor alegou que agiu em legítima defesa pois havia sido abordado pelo homem em situação de rua e por uma mulher transexual que lhe pediram dinheiro. Ao recusar entregar dinheiro para a dupla, a mulher teria tentado agredi-lo com o pedaço de madeira. O homem, então, tentou acertá-lo com o punhal, de acordo com o ex-GCM.

Segundo a Polícia Civil, o ex-guarda civil metropolitano cometeu uma tentativa de homicídio. O caso foi registrado como homicídio simples, localização e apreensão de objeto e ato de abuso contra animais.

PMs USARÃO CÂMERAS

A partir próximo mês, 2 mil policiais da cidade de São Paulo vão usar câmeras em seus uniformes. Os PMs fazem parte de três batalhões: 11° e 13° no Centro e 37° na Zona Sul.

As imagens gravadas vão ser armazenadas na nuvem e não será possível excluí-las ou editar o material, para não haver fraudes. Os próprios policiais são responsáveis por ligar as câmeras no atendimento de uma ocorrência emitida pela central, em acidentes ou quando o policial é alvo de criminosos. Os PMs que não ligarem podem ser punidos administrativamente, afastados das ruas ou expulsos da corporação.

De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, nos cinco primeiros meses de 2020 a Polícia paulista matou 442 pessoas, sendo este o maior número de vítimas desde 2001 no Estado de São Paulo. Apenas no mês de abril, durante a quarentena, 102 pessoas foram mortas por PMs em horário de serviço. Somados os óbitos dos agentes que estavam fora do horário de trabalho, são 116 vítimas em abril.

Apenas no primeiro semestre deste ano, houve um registro de 21%, em comparação com o ano passado, nas mortes cometidas pela Polícia Militar, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

“Nós não estamos em guerra. São números assustadores. Nós estamos em uma situação de confinamento, onde a grande maioria das pessoas estão em casa, isoladas, com medo do coronavírus que, esse sim é nosso principal inimigo hoje. Então, não tem justificativa para esses aumentos significativos da violência. Não tem explicação o aumento da letalidade, o aumento da violência, e isso a sociedade não concorda. Nós queremos uma atividade legal. A lei para todos, sobretudo para aqueles que têm o poder de a preservar”, disse Elizeu Soares Lopes, ouvidor da Polícia do Estado de São Paulo.


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