Governo e Prefeitura de SP propõem feriadão de 6 dias para aumentar isolamento social

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A ideia é antecipar três feriados para que aconteçam entre os dias 20 e 25 de maio. Segundo o Governo, em feriados e finais de semana, o índice de isolamento fica acima dos 50%, ao contrário dos dias úteis


Para estimular o isolamento social no Estado de São Paulo, o Governo e a Prefeitura da capital pretendem antecipar feriados. Sendo assim, um mega feriado seria implantado entre os dias 20 e 25 de maio: a Prefeitura antecipa os feriados de Corpus Christi (11 de junho) e Consciência Negra (20 de novembro) para os dias 20 e 21 de maio, com ponto facultativo no dia 22; e o Governo antecipa o feriado da Revolução Constitucionalista (9 de julho) para o dia 25 de maio.

As propostas já foram encaminhadas para a Câmara dos Vereadores, no caso dos dois feriados municipais, e para a Assembleia Legislativa, que vai analisar o feriado estadual. “Ficou muito claro que, ao longo dos finais de semana e feriados nos últimos 56 dias, nós temos índices mais elevados de isolamento e isso contribui para o controle da pandemia. A expectativa é que o projeto possa ser analisado em regime de urgência e possa ter aprovação majoritária dos deputados”, disse o governador João Doria.

A medida foi proposta porque, em feriados e finais de semana, o índice de isolamento fica acima dos 50%, ao contrário dos dias úteis. No último sábado (16), a capital marcou 52% de isolamento e o Estado, 50%; já no domingo (17), a taxa de isolamento na capital ficou em 56% e no Estado, 54%.

Na capital, a última tentativa de manter as pessoas em casa foi um rodízio de 24 horas que acabou no último domingo (17) e fez retornar o rodízio tradicional de veículos, a partir desta segunda-feira (18). Segundo o prefeito, “não tem sentido a gente exigir esse esforço sobrenatural das pessoas se, do ponto de vista prático, a única razão para qual o rodízio (ampliado) foi feito, que é aumentar o isolamento social, não foi cumprida. Continuamos abaixo dos 50%”, disse o prefeito Bruno Covas.

LOCKDOWN

A cidade de São Paulo vai caminhando para um lockdown, ou seja, um fechamento total da cidade em que apenas serviços estritamente essenciais funcionam. Porém, a Prefeitura vê um obstáculo para implementar o lockdown apenas na capital: o fato de muitos moradores da região metropolitana trabalharem na cidade e precisarem circular entre os municípios. “A capital não é uma ilha como a Nova Zelândia. Não somos isolados do mundo. Nossa região metropolitana é interdependente e nossas ruas se misturam. São 1.746 ruas que começam numa cidade e terminam em outra. Não há divisas. Temos que organizar isso juntos”, completou Bruno Covas.

Segundo Dimas Covas, coordenador do Centro de Contingência contra o Coronavírus, a epidemia está evoluindo muito rapidamente e cabe apenas ao governador tomar a iniciativa de fechamento. “Essas medidas que estão em curso não surtiram efeito. Esse isolamento de 48%, 50%, 52%, 53% não é efetivo para controlar a infecção, a taxa de contágio, portanto terão que ser adotadas medidas mais efetivas, mais drásticas, no sentido de reduzir essa taxa de infecção. O Centro de Contingência traça os cenários. Esse é o cenário que se apresenta nesse momento e cabe ao governador tomar as medidas”, disse.

Para o governador, no entanto, ainda não é a hora do lockdown em São Paulo, apesar do Governo já ter um projeto com as medidas mais rígidas de restrição. “Nos protocolos do comitê de saúde existe o lockdown, local e regional, mas neste momento ele não será aplicado. Nós estamos avaliando isso dia a dia, com cuidado”, disse João Doria.


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