Especialista alerta sobre riscos de contaminação durante extensão de cílios

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Daniela Pontes, biomédica especialista em biossegurança, fala sobre as normas da Anvisa


O Brasil possui um dos maiores mercados mundiais nos setores de beleza e estética e as opções por procedimentos crescem a cada dia. Mas é preciso estar atento aos riscos envolvidos em cada procedimento como, por exemplo, na extensão de cílios, que se popularizou, mas nem sempre os estabelecimentos estão de acordo com as normas, segundo Daniela Pontes, especialista em biossegurança. Segundo ela, apesar de muitos profissionais respeitarem as normas, não são todos.

“Muitas pessoas, incluindo profissionais, acreditam que não seja necessário esterilizar materiais para extensão de cílios, por acreditarem que a pinça utilizada nesses casos, por exemplo, não seja cortante”, comenta a profissional.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota recentemente, dizendo que o profissional da beleza pode não ter uma regulamentação, mas que é fiscalizado e precisa seguir normas, entre elas, a respeito da esterilização de materiais, como a pinça utilizada nas extensões de cílios.

Ainda segundo Daniela, qualquer procedimento que possa ter contato com a mucosa ou com sangue precisa ser esterilizado ou descartado. “No caso da extensão de cílios, a pinça pode sim ter contato com a mucosa e, além disso, estamos falando de um perfurocortante, objetos infectados em contato com o sangue e com a mucosa ocular podem transmitir doenças como hepatites”, pontua.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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