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terça-feira, 24 maio, 2022
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    Escola Infantil da Zona Sul cria guia de educação antirracista

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    O guia “Para uma educação antirracista” foi criado por educadores de uma Escola Municipal de Educação Infantil do Grajaú com 16 dicas sobre valorização da diversidade e combate ao racismo desde a infância


    Para que as crianças aprendem desde cedo o que é racismo, 22 educadores da Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI) Jardim Ideal, no Grajaú, criaram um guia “Para uma educação antirracista”, com 16 dicas sobre valorização da diversidade e construção de um ambiente sem preconceitos e estereótipos.

    “Escrevemos a primeira edição e enviamos para pessoas atuantes na luta antirracista e com lugar de fala, para fazer as considerações. Esse processo foi rico, pois cada pessoa foi provocando reflexões e fomos revendo alguns conceitos, ampliando o olhar e dando a certeza que ainda temos muito a aprender”, explica Janaína Martins, coordenadora pedagógica da EMEI. O grupo que contribuiu para a criação do material é formado por músicos, sociólogos, escritores e professores.

    O guia “Para uma educação antirracista”, aponta as seguintes dicas:

    Os adultos são exemplo: devem valorizar a diversidade dos cabelos, das roupas, das cores de pele;

    Elogios às crianças: dizer palavras positivas para elevar a autoestima;

    Valorização das diferenças: ampliar o repertório de desenhos e brinquedos com protagonistas negros;

    Sem piadas racistas: ter cuidado com o que se fala perto das crianças;

    Repensar a linguagem: ter cuidado com o significado de expressões que tem cunho racista como “mercado negro”, “lista negra”, “cabelo ruim”, “ovelha negra da família”;

    Lápis cor de pele?: indicar à criança que existem muitos tons de pele;

    Negro sim!: evitar as expressões “mulato”, “neguinho”, “de cor”;

    Respeito as religiões: respeitar religiões de matrizes africanas;

    Conhecimento: conhecer a história do Brasil pela visão dos povos de matrizes africanas e indígenas;

    Conversar: falar da importância de não reproduzir atitudes racistas para entender que racismo não é normal. As crianças negras devem saber que tem apoio para enfrentar o racismo na sociedade;

    Heranças: contribuições da população negra no mundo, seja na economia, na engenharia, na arte, em manifestações populares;

    Importância da representatividade: compartilhar histórias e a biografia de personalidades negras;

    Valorização: as crianças precisam valorizar a cultura periférica;

    África: saber que a África não é um país, mas um continente com grande diversidade cultural;

    Acompanhamento: pais e mães devem saber sobre as experiências e o desenvolvimento escolar das crianças;

    • Combate ao racismo: reconstrução diária da sociedade.

    O guia completo está disponível em: https://bityli.com/za3Wi


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