Distritos policiais da Zona Sul estão entre piores e melhores no ranking que determina Índice de Exposição aos Crimes Violentos

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O Índice mede a exposição à violência nas cidades do estado de São Paulo com mais de 50 mil habitantes. Na capital paulista, os distritos policiais da Vila Mariana, Monções, Pinheiros e Vila Clementino estão abaixo da exposição à violência, enquanto na periferia o perigo é mais evidente


O Instituto Sou da Paz divulgou os dados de 2020 do Índice de Exposição aos Crimes Violentos (IECV), que mede a exposição à violência nas cidades do estado de São Paulo com mais de 50 mil habitantes.

No geral, o Estado de São Paulo registrou uma queda de 12% entre 2019 e 2020 nessa exposição à violência.

Na capital paulista, quatro departamentos policiais (DP) da Zona Sul estão no ranking dos 10 distritos com os menores índices de exposição à violência:

  • 36º DP Vila Mariana: com apenas 3,56 pontos percentuais
  • 96º DP Monções: com 3,87 pontos
  • 14º DP Pinheiros: com 4,92 pontos
  • 16º DP Vila Clementino: com 4,98 pontos

Entre os 10 piores distritos policiais com maiores chances de Exposição aos Crimes Violentos, a Zona Sul também registra quatro posições:

  • 25º DP Parelheiros: 13,97 pontos percentuais
  • 37º DP Campo Limpo: 11,60 pontos
  • 100º DP Jardim Herculano: 11,60 pontos
  • 47º DP Capão Redondo: 10,57 pontos

O IECV é dividido em três subíndices: IECV Dignidade Sexual, IECV Patrimônio e IECV Vida, que reflete os homicídios dolosos e latrocínios. Enquanto os dois primeiros são responsáveis pela redução da exposição à violência no Estado, o IECV Vida apresentou um aumento de 8,38 em 2019 para 8,65 em 2020.

“Ano de pandemia, 2020 foi um ano muito peculiar e é compreensível a redução da violência contra o patrimônio, por conta da redução da circulação de pessoas, e também os crimes sexuais, já que a maioria desses crimes acontecem em casa e o isolamento social dificulta a denúncia pelas vítimas. Já os crimes contra a vida cresceram e as cidades e o estado de São Paulo têm na mão a oportunidade de entender o que está por trás desse aumento para atacarem o problema da criminalidade violenta”, comenta Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz.


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