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quinta-feira, 26 maio, 2022
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    Crianças e dinheiro: especialista explica quando o assunto deve entrar na vida dos pequenos

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    Temática pode ser introduzida desde cedo, com jogos e brincadeiras


    A educação financeira é um dos temas mais debatidos na atualidade no país. A pesquisa Estresse Financeiro do Brasileiro de 2020 apontou que 71% das pessoas consideram que problemas financeiros são uma das principais fontes de preocupação. Para Maxsandro Graciano Machado, coordenador do curso de Administração da Anhanguera, a educação financeira está diretamente relacionada ao sucesso e à qualidade de vida futura das pessoas, portanto, é um tema a ser considerado desde cedo. “A maior parte das pessoas só se interessa pelo assunto quando já existem problemas financeiros. Para mudar esse quadro, é importante que as crianças sejam apresentadas à educação financeira desde cedo, com exemplos simples e diários”. 

    O tema pode ser apresentado aos pequenos nos primeiros anos de vida. E o economista afirma que o tema é, sim, assunto de criança. “As orientações já podem ser iniciadas a partir dos três anos de idade”, diz Maxsandro. 

    O docente ressalta que existem duas formas de educar financeiramente: receber orientação desde o início ou aprender com as experiências da vida e com os próprios erros. “O ideal é trabalhar o tema de forma prática, direta, simples e lúdica. Podemos, desde cedo, por exemplo, definir uma mesada e como ela pode ser aplicada. O uso de jogos e brinquedos educativos também é recomendado”. 

    Um dado que aponta que os pais estão preocupados com o futuro dos filhos é o crescimento de jovens de até 15 anos na bolsa. Informações divulgadas pela B3, a bolsa de valores brasileira, mostra que atualmente há mais de 21 mil jovens com até 15 anos cadastrados e investindo na bolsa. O número representa um crescimento de 65,5% em um ano. O administrador elenca os fatores que contribuíram para esse aumento. “Tivemos uma facilidade maior para o acesso ao sistema financeiro do Brasil nos últimos anos devido à evolução tecnológica e, com isso, mais pessoas passaram a se interessar por esse tipo de investimento e seus resultados”, diz o especialista.

    O expressivo aumento de jovens na bolsa de valores mostra que a educação financeira está começando a tomar forma no país, mas Maxsandro ressalta que é necessário tomar alguns cuidados. “O sucesso de qualquer investimento depende diretamente de conhecimento e informação. As pessoas precisam acompanhar diariamente e buscar sempre informações e preparo para tomada de decisões, evitando a concentração dos investimentos e ofertas fraudulentas”, recomenda o professor. 


    SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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