ARTIGO | Então vamos viver, que um dia a gente se encontra!

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Nesta edição saiu uma reportagem especial sobre a praça Tuney Arantes e sua incrível história com a crew da Ituri Plaza, mas com um teor muito triste, já que toda essa história gira em torno da morte do prodígio skatista da região Arthur Dias.

Conversando com sua mãe na entrevista, além dela se emocionar relembrando histórias do filho, eu, como jornalista, tive que intermediar essa emoção com a continuação da entrevista, ao qual o estagiário quase chorou junto e nem sequer soube lidar com a emoção.

Ao mesmo tempo gostaria de contar que o neto do Luciano do Valle, também assassinado, foi um amigo de infância meu, confesso que fui muito mais amigo do irmão mais novo, mas joguei futebol, Playstation 2 e brinquei muito de Polícia e Ladrão com o Pipoco, apelido de Lucas do Valle no meu condomínio.

Claro que a dor de mãe é inestimável comparado ao que senti, embora a morte de Lucas tenha me mudado para sempre, assim como mudou a Tia Fátima. Ela se uniu a uma ONG distribuindo o bem, se aliou aos amigos da praça e é a madrinha de todos os skatistas de Santo Amaro, espalhando o amor, o bem e aquilo que ela preza em sua alma.

Amigos leitores, não esperem a dor mudar a sua percepção de vida. A vida é uma só, num dia estamos aqui, rindo e abraçando aqueles que a gente, por vezes, nem tem noção do quanto gosta, e no outro ele vira poeira de estrela, nunca paramos para pensar que pode acontecer com pessoas próximas ou conosco mesmos, e a minha experiência também me transformou…

Eu não dava valor para momentos presenciais, para encontros, para datas comemorativas, encontros em família. Mas nunca saberemos quando pode ser o último. Ver a evolução de todos que estão ao redor, transmitir aquilo que realmente sente e ver a reação do próximo com suas ações tem um valor inestimável. E o que quero dizer com isso? Da vida não levamos nada, nenhum bem, nenhum ente, cada um tem suas crenças, mas talvez o que levamos mesmo são as lembranças, jogamos elas ao infinito para que a história seja eternizada do jeito que aconteceu.

Portanto, viva, abrace, ame, lute por suas conquistas, mesmo que devagarinho, para que as suas histórias, momentos, lembranças e pessoas sejam aquilo que de mais valioso carregará quando chegar a hora!

Matheus Laube é estudante de jornalismo da FAM e estagiário do Grupo Sul News


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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