ARTIGO | Ansiedade social, o novo sofrimento pós-Covid-19

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De início, falava-se sobre depressão e ansiedade. As coisas foram voltando ao normal e uma nova preocupação tomou conta: como voltar a me relacionar com os colegas de trabalho/faculdade/amigos?

Mas afinal, o que é ansiedade social ou fobia social? A ansiedade social faz parte dos transtornos de ansiedade e pode estar em um pavor de se apresentar em público, no pânico em se expor a multidões, no medo de ir a festas, na aversão de participar de reuniões, na ansiedade de encontrar com pessoas desconhecidas em um barzinho, ou qualquer situação social do dia a dia. É comum a pessoa acreditar estar sempre sendo observado e que será criticado, logo é fácil escutar que deixaram de fazer algumas atividades, passando a fugir de situações sociais, acadêmicas e até de trabalho.

Entendemos que a ansiedade segue uma espiral que sobe, chegando ao ápice nas crises de ansiedade ou pânico. Para frear essa subida, o entendimento dos pensamentos disfuncionais, ou seja, aqueles que não nos fazem bem, é importante para identificar qual regra seu cérebro está elaborando para se manter nessa situação. É comum a pessoa em uma situação social sentir um aumento do batimento cardíaco, sudorese e tremor. Ela pensa que será avaliada negativamente e que terá consequências negativas, foca nos aspectos negativos de si mesma, confirmando sua crença de inadequação social.

O acompanhamento psicoterapêutico e/ou psiquiátrico ajuda na flexibilização dos pensamentos, aumenta o repertório de habilidades sociais, diminui os sintomas de ansiedade e possibilita que a pessoa possa retornar às suas atividades. Importante lembrar que, na verdade, as situações sociais são eventos geralmente inofensivos, então, caso tenha dificuldade de enfrentar sozinho, uma boa dica pode ser tentar modificar o foco de atenção, ao invés de valorizar todas as apresentações que julgou não ter ido bem. Tente colocar isso de lado e force lembrar de situações sociais que conseguiu vivenciar.

Não deixe para procurar ajuda somente quando estiver totalmente paralisado. Quanto mais cedo iniciar um tratamento, mais rápido é a melhora. Cuide-se!

*Marihá Lopes é psicóloga clínica, especialista em terapia cognitiva comportamental e Doutora em Psicologia Social


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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