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quinta-feira, 30 junho, 2022
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    4ª Edição do Expressões Sonoras da Zona Sul contará com Grupo Macaia

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    Apresentações deste ano serão realizadas no formato online e presencial ao mesmo tempo


    Expressões Sonoras da Zona Sul, projeto musical iniciado em 2015 com músicos do sul da capital e que trabalharam com a arte desde o final dos anos 70, é coordenado pela ONG Espaço Formação Assessoria e Documentação (Espaço), reunindo manifestações musicais e artísticas que definiram o perfil cultural da região – mais precisamente Santo Amaro e regiões próximas – contando com artistas de diferentes ritmos musicais: Moda de Viola, Rock, Reggae, Samba, Sertanejo, Música Clássica, Funk, Rap, Blues, Forró, Gospel, Jazz, Pop, Hip Hop e MPB.

    O projeto, assim como os outros dois da ONG, o Sarau das Águas e São Paulo Cidade Violeira, foram gravados no local da Espaço. Este ano, com as restrições consequentes da pandemia bem mais flexíveis, as apresentações serão no formato online e presencial ao mesmo tempo. Pessoas que estiverem na Espaço, localizada na rua Cambuci do Vale, 109 – Cidade Dutra, assistirão em um telão as imagens gravadas, que ao mesmo tempo serão transmitidas pela internet através do canal do YouTube Sarau das Águas e na página do Facebook do CEU Cidade Dutra.

    A Secretaria de Cultura do Município de São Paulo (SMC) está para liberar o local para a realização do evento, que normalmente ocorre com a participação de 40 a 50 músicos, às vezes mais, em 2020 por exemplo, o violeiro do grupo macaia, Zé Marcio Kaipira Urbano, conseguiu envolver quase 104 nos dois projetos. O músico participante do evento desde o início, que também faz parte da ONG, vem contribuindo bastante com ela nos últimos anos. Devido às mudanças na administração, ele vem dando auxílio a nova administração, assim como nas produções, filmagens, gravações, edições e apresentações.

    Assim que a Secretaria de Cultura finalizar o processo para liberação do evento, as datas e horários serão divulgadas.

    Grupo Macaia

    O Grupo Macaia inicialmente foi composto por 4 integrantes, o Baterista Marcos Ferr, o contrabaixista Cláudio Lopes, o violonista Carlos Pachiega e o violeiro Zé Marcio.

    Atualmente o Grupo continua com o mesmo formato e repertório, mas hoje contém: 3 percursionistas, Alysson Bruno, Ivan Silva e o também baterista Marcos Ferr; o contrabaixista Ricardo Penha; a vocalista Anabel Andrés, que também faz as performances; e o violeiro de viola caipira, elétrica e vocalista Zé Marcio. Somado a eles, os dois coreógrafos, Wel Black, que dança o Orixá, e Fernando Silva, também nas performances.

    Você pode acompanhar o grupo através do Instagram e YouTube.

    Zé Marcio Kaipira Urbano

    Marcio Delgado Balthazar, mais conhecido como Zé Marcio Kaipira Urbano, é formado em Educação Artística pela Faculdade Marcelo Tupinambá e um multiartista, além de produtor, arranjador e professor. Tem como fiel escudeira a viola de 10 cordas que o acompanha há 30 anos.

    Possui como tônica de seu trabalho o experimentalismo, a transversalidade de estilos musicais em processos e músicas inéditas e mesmo na releitura de algumas músicas já clássicas do repertório caipira, assim como em frações musicais dos terreiros de Umbanda deste país, como catira ou cateretê, músicas como Tristeza do Jeca, assim como pontos cantados em terreiros de religião afrodescendente.

    Psicodelismo e modernismo, jungo praiano, candomblé, seresta, reggae, xote, blues, progressivo, rock, samba rural, imprimem as músicas deste artista em seu show Kaipira Urbano. Sua intenção é resgatar raízes sem ser regionalista ou saudosista, inovando em composições que falam da cultura, da paz, da responsabilidade musical, da alegria, do amor e do despertar, sem panfletar.

    Você pode acompanhar o músico através do Instagram e Facebook pela sua página e perfil.

    Realização do Projeto Expressões Sonoras da Zona Sul

    A topografia da região sul é atravessada por rios e córregos totalmente poluídos e concretados que, em sua maioria, correm para o Rio Pinheiros. O sul da metrópole é também marcado por contrastes sociais próprios da sociedade brasileira contemporânea: bairros nobres murados, favelas de alvenaria, bairros de mutirões e ocupação, bairros sem-rurais, resquícios de sítios, condomínios medianos, parques industriais, fábricas desativadas e bairros populares tipo CDHU e BNH.

    A ideia tradicional de centro e periferia, talvez já não capaz de elucidar este complexo contexto topográfico da cidade de São Paulo. Mas o termo periferia aparece recorrentemente na linguagem dos produtores culturais não inseridos nas políticas públicas com sentido diverso daquele da mídia. Periferia emerge como forma de denúncia e demarcação de territórios humanizados singulares, que habitam a metrópole.

    Que culturas musicais são produzidas e circulam por essa paisagem?

    Este projeto é um giro de olhar sobre práticas culturais na periferia da grande São Paulo dando destaque a Cultura Musical. São saberes, criações e sociabilidades expressadas na forma de música, gerados por autores e bandas com repertorio autoral em estilos e gêneros variados.

    O objetivo principal é reunir nos teatros de São Paulo artistas que geralmente habitam saraus e coletivos, circulam em quintais, praças, ruas, becos, bares, vielas, moradas. São esses os locais onde as pessoas se reúnem para cantar, ler e produzir literatura, ver e recriar cinema e teatro, dançar e celebrar a vida. Ao fazê-lo, inauguram um processo de aprendizagem profissional artístico-cultural, que põem em xeque os produtos normalmente disponibilizados e destacados na mídia convencional.

    Espaço Formação Assessoria e Documentação

    A Espaço Formação Assessoria e Documentação (Espaço) é uma organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos, oficialmente fundada em 17 de março de 1987. A Espaço é resultado do esforço de um imenso grupo de pessoas que tiveram sua trajetória de vida marcada pelas lutas de resistência democrática travadas no período do regime autoritário, e que reuniram-se para criar a Espaço como instrumento de intervenção organizada no processo de conquistas de direitos sociais coletivos e ambientais que emergiram a partir da redemocratização política do Brasil.

    Nesse sentido, a Espaço esteve presente e contribuiu com as mobilizações populares ocorridas no período da Constituinte Federal (1987/1988), participou do Lançamento do Programa Guarapiranga (1991), além da a formação do Fórum Brasileiro de ONGs, Movimentos Sociais Preparatório para a Rio 92 (1990) e do próprio Fórum Paralelo à Conferência das Nações Unidas (1992).

    Projeto Sarau das Águas

    Normalmente, um sarau é composto por um grupo de pessoas que se reúnem com o propósito de fazer atividades lúdicas e recreativas, como dançar, ouvir músicas, recitar poesias, conversar, ler livros, e demais atividades culturais. A origem da palavra sarau deriva do latim seranus/serum, termos que fazem referência ao “entardecer” ou ao “pôr do sol”. Justamente por ter esta etimologia, convencionou-se realizar os saraus durante o fim da tarde ou noite.

    Este evento com o apoio da Espaço Assessoria será muito importante para a união das classes artísticas da periferia no sentido de formar um grupo coeso e produtor de arte, como um modo de promover o desenvolvimento cultural da população. Este é um dos tipos de saraus mais populares, promovidos por pessoas que apreciam a literatura e a poesia. Nesses encontros, as pessoas leem trechos de livros, recitam poesias e fazem debates filosóficos sobre os conteúdos debatidos nas obras lidas. Hoje em dia, o termo virou uma denominação geral de encontros lítera-artísticos, que podem acontecer também durante a noite, ou em qualquer horário, em lugares fechados ou abertos, com diversas manifestações culturais, inclusive com instrumentos eletroeletrônicos e equipamentos digitais, mantendo sempre a característica de confraternização.

    São Paulo Cidade Violeira

    Projeto que reúne violeiros da região de São Paulo e vários outros estados, agora indo para sua 3ª edição. Nele, contam sobre a viola caipira e realizam apresentações musicais com o amado instrumento.

    Este ano, além do Kaipira Urbano, alguns nomes consagrados para o evento serão: Alzira E, Ivan Vilela, Adriana Farias, André Moraes e Cesar Petena Cicero Gonçalves Juliana Andrade, Vidal França.

    Zé Marcio Kaipira Urbano

    SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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