1,9 bilhões é a pretensão para ampliar Vila Andrade, Interlagos e Jurubatuba

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Foto: A3 Agência de Imagens e Notícias/Adilson Araújo | Da esquerda para à direita Vera. Silvia Ferraro, Ver. Antônio Donato, Ver. Paulo Frange, Ver. Rodrigo Goulart, secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento, José Armênio de Brito Cruz e Anna Barros (pendente nome do último componente da mesa)

Em fevereiro o TJ suspendeu o projeto por ausência de estudos técnicos


O projeto que prevê a ampliação do viário da região Jurubatuba, Vila Andrade e Interlagos, reuniu mais de 400 residentes da zona sul, para construir em diálogo as diretrizes propostas pelo PIU, Projeto de Intervenção Urbana – Arco Jurubatuba.

O debate coordenado pela Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo, agitou o auditório do Senac Santo Amaro, na última segunda-feira, (15).

Para Guilherme Oliveira, que já trabalhou na SP Urbanismo: “Mesmo sendo, na época, acadêmico de arquitetura, e morador atingido pelo PIU, nunca me chamaram para discutir tecnicamente. Sem dúvida estamos valorizando o solo, mas não para a periferia”, comentou o arquiteto da comunidade Morrão, em Interlagos, que sugere para as próximas reuniões espaços menos elitistas: “Pela imponência do auditório do Senac, as pessoas não se sentem à vontade”, finaliza o arquiteto.

Talvez uma reunião na praça, em uma escola ou creche dentro do bairro, seja mais agradável para escutar a população”, finaliza. Para Tereza Arrais, articuladora da Vila Andrade, que mora na divisa entre zona sul e oeste: “A política de habitação é que não pode ser uma política de remoção de famílias sem um destino certo.

Àqueles que precisam ser removidos pelo risco geológico, tecnológico, de obras ou abertura de viários, precisam sair. Nós não somos contra. Mas queremos de forma participativa fazer apontamentos sem aceitar uma decisão que vem de cima”, afirmou.

O vereador Rodrigo Goulart, comentou ser: “Muito importante trazer para o território uma audiência pública em cada um dos três territórios. É uma demonstração do quanto é importante estar próximo da população.

Todos têm suas preocupações e é muito democrático nós estarmos aqui, ouvindo a todos. A previsão das propostas é para não tirar as famílias do território, e o Governo em sua maioria tem acatado a garantia de permanência dos moradores”, finaliza.

O orçamento previsto pela SP Urbanismo é de R$1,9 bilhões, e levantará: “quatro ciclopassarelas, cinco novos parques, 58 mil metros quadrados de áreas verdes, 40 quilômetros de intervenções viárias, e 30% para habitação, que geraria 77 mil metros quadrados para novas unidades habitacionais”, comentou Ana Barros, analista de desenvolvimento da pasta.

A matéria, aprovada em primeiro turno em abril deste ano, foi protocolada na Casa pela Prefeitura de São Paulo e o PL nº 204/2018, pode ser consultada no site da Gestão Urbana de SP.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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