Saúde alerta para a importância de vacinar crianças a partir dos 6 meses contra Covid-19

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Com o novo aumento dos casos de covid-19 em todo o país, incluindo a cidade de São Paulo, o público mais vulnerável, como idosos e imunossuprimidos por exemplo, e aquele que ainda não teve a oportunidade de se vacinar (bebês e crianças menores de 2 anos) fazem parte dos grupos que precisam estar em alerta. Torna-se preocupante ainda o cenário de baixa cobertura vacinal das crianças, em especial as menores de 5 anos.

Segundo os dados oficiais fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS) em seus Boletins Epidemiológicos (BE), a incidência da doença na população brasileira de crianças é significativa. De acordo com o último boletim publicado pelo MS, apenas em 2022, até o mês de outubro, foram registradas 12.634 hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag) decorrente de covid-19, com 463 mortes confirmadas em crianças de até 5 anos de idade.

É importante ressaltar que o vírus pode ocasionar uma síndrome inflamatória multissistêmica grave nas crianças e adolescentes. A síndrome se caracteriza por uma resposta inflamatória exacerbada e tardia que ocorre, em média, no período de duas a quatro semanas após o contato com o Sars-Cov2 e, embora a sua frequência seja considerada rara, grande parte dos casos necessita de tratamento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com risco de morte. Até 15 de agosto, o país teve 1.918 casos confirmados desta síndrome, com uma letalidade de 6,8%.

Faixa etária dos 3 a 4 anos tem 15,1% com duas doses
Na cidade de São Paulo, que já aplicou mais de 36 milhões de doses de vacina contra a covid-19, o percentual das crianças na faixa etária dos 5 aos 11 anos que tomou a primeira e a segunda doses da vacina atingiu 81,1% em 16 de novembro. Na faixa etária dos 3 aos 4 anos e 11 meses, no entanto, apenas 15,1% das crianças tomaram a duas doses da vacina. Já a primeira dose foi aplicada em 41,8% do contingente total a ser vacinado na cidade, que é de 311.886 crianças.

Em novembro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deu início à vacinação de crianças na faixa etária de 6 meses a 2 anos, 11 meses e 29 dias com comorbidades (imunossuprimidos e com deficiência permanente), além de indígenas. O esquema vacinal para este público é em três doses, com a segunda sendo administrada após intervalo de quatro semanas (28 dias) da primeira, e a terceira oito semanas (56 dias) após a segunda dose.

O MS ressalta o perfil de segurança dos imunizantes que foram aprovados pela Anvisa para uso em bebês e crianças. Atualmente, estão liberadas e disponíveis no Brasil três vacinas para este público, produzidas pelo laboratório Pfizer e pelo Instituto Butantan. Nos estudos já finalizados com essas vacinas, verificou-se que as reações adversas nas crianças são raras. Assim como acontece com o público adulto, as crianças costumam ter reações leves a moderadas, como dor no local da injeção, cansaço ou dor de cabeça.

Vacinação está disponível em toda a rede municipal
A coordenadora do Programa Municipal de Imunizações, Mariana de Souza Araújo ressalta que a vacina contra covid-19 para todas as faixas etárias a partir dos 6 meses permanece disponível de segunda a sexta em todas as 470 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, e aos sábados nas Assistência Médicas Ambulatoriais (AMAs)/UBSs Integradas.

Além disso, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME), a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) tem feito, por meio das UBSs, um trabalho de busca ativa de estudantes da rede municipal de ensino que estão com a carteira de vacinação desatualizada. Desde o ano passado, quando as pastas publicaram a Portaria Conjunta 01/2021, a apresentação da Declaração de Vacinação Atualizada (DVA), emitida pelas UBSs, passou a ser obrigatória no momento da matrícula nas unidades de ensino e nas creches da capital.

“A estratégia conjunta com a Educação para a vacinação de crianças e adolescentes até 15 anos não é uma novidade, mas a DVA ajuda a lembrar os pais da sua obrigação de manter a carteira vacinal dos filhos em dia, para que voltemos a patamares altos de imunização na multivacinação infantil, essenciais para que o Brasil não veja o retorno de doenças graves como a poliomielite”, ressalta Mariana, lembrando que os pais devem encarar a vacina contra a Covid-19 da mesma forma. “É muito importante que eles resguardem a saúde dos seus filhos, vacinando-os contra o coronavírus também, pois a partir do momento em que as crianças são o único grupo com o esquema vacinal incompleto, elas passam a ser um grupo extremamente vulnerável à doença.”


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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