Restaurante Mil Milhas completa 43 anos de tradição na Zona Sul

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Localizado na Av. Atlântica, em Interlagos, com vista privilegiada para a Represa do Guarapiranga, o restaurante é coordenado por um baiano que iniciou a carreira como garçom mas se tornou dono do local há 15 anos


Foi em 1923 que o Estado de São Paulo começou a receber nordestinos. Foram eles que formaram a capital paulista no que ela é hoje: uma cidade plural e alegre, com muitos sotaques e com centenas de pratos típicos que são oferecidos em diversos restaurantes.

Geová J. Novaes, ex-garçom e atual dono do Mil Milhas

Um desses nordestinos, o baiano Geová J. Novaes, de 63 anos, veio para São Paulo ainda jovem e fez a vida na Zona Sul. No início, começou a ganhar o pão de cada dia como office boy, mas logo virou garçom, profissão que mudou sua vida.

“Vim pra São Paulo pra trabalhar, vim batalhar pela vida. Comecei no Cartório Nacional, como office boy. Depois comecei a trabalhar em restaurante através de um amigo que me trouxe para trabalhar de cumim, mas eu nem sabia o que era cumim, mas é o ajudante do garçom. Daí eu fui trabalhar numa casa francesa, por uns seis meses. Aí teve um cliente que falou ‘você trabalha bem, quer trabalhar comigo?’. Aí fui pra um lugar que só tinha gringo, do outro lado da represa, aí eu saí de lá e vim pra cá e nunca mais saí”.

Esse lugar do qual ele nunca mais saiu é o Restaurante Mil Milhas, localizado na Av. Atlântica, 4.600. A história de Geová e o Mil Milhas começou com o serviço de garçom, mas anos depois, ele se tornou um dos donos do restaurante.
“Comecei em 1985 como garçom. Fui empregado aqui por 14 anos, então eu comprei uma participação. Eu quis comprar porque era interessante, uma casa boa, um lugar bom. Eu já tinha outro comércio, uma lanchonete na Praça da Árvore, aí eu vendi lá e só fiquei aqui porque é melhor, eu moro aqui em Interlagos”, explica.

Mas quem pensa que o restaurante vende apenas comida nordestina, por pertencer a um nordestino, engana-se. O restaurante Mil Milhas existe há 43 anos e foi fundado por portugueses. Mas também não oferece comida portuguesa. O local, que tem mais de 600 metros de área para 250 clientes e vista privilegiada para a Represa do Guarapiranga, oferece peixes e alguns frutos do mar como pratos principais.

Em mais de 15 anos atuando no setor gastronômico, um dos maiores desafios foi sobreviver a pandemia. Felizmente, nenhum funcionário foi demitido. “Todos são importantes, aqui é uma família. Todos precisam uns dos outros: eu preciso deles e eles precisam de mim”, acredita Geová.

Sobre a vida de empresário, Geová sabe dos desafios, mas afirma ter a coragem necessária para continuar. “Não é fácil. É uma batalha, trabalho demais. Mas medo… eu nunca tive medo. Quem trabalha certo não vai a falência”, afirma.


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