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segunda-feira, 27 junho, 2022
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    Programação da #CulturaEmCasa celebra o mês da mulher

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    A programação de março da plataforma de streaming e vídeo por demanda #CulturaEmCasa apresenta uma seleção de atrações protagonizadas ou dirigidas por mulheres e trazem a temática do feminino para o centro do debate. Entre os destaques está o “Festival de Cinema Feminino”, que traz obras como “Cores e botas”, “Jornada da Heroína”, “Amor Post Mortem”, “A Casa de Alice”, “Iniciação” e “As Minas do Rap”.

    O documentário ‘Chega de Fiu Fiu’, desdobramento da campanha de mesmo nome para debater o assédio contra as mulheres, também integra o festival #CulturaEmCasa é uma plataforma idealizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa e gerida pela Organização Social Amigos da Arte.

    Além de filmes e documentários, a plataforma indica para o mês da mulher o podcast ‘Mulheres e Justiça’, espetáculos musicais e peças de teatro. “Mulheres e Justiça” debate em 15 episódios temas ligados à política, educação, saúde, género, trabalho, política, meio ambiente e arte, sempre com a participação de especialistas.

    Para a diretora-executiva da Amigos da Arte Danielle Nigromonte, os espetáculos musicais de intérpretes como Anelis Assumpção, Angela Ro Ro, Elza Soares, Baby do Brasil, Fafá de Belém e Liniker e os Caramelows são excelentes dicas para conhecer melhor o repertório e a história dessas mulheres na música. “Elza Soares, falecida há pouco, fez uma apresentação digna da diva que foi e sempre será, na ViradaSP Online de Salto com um repertório de clássicos de Chico Buarque e do rap de Renegado, um show obrigatório’, indica Danielle.

    No teatro, a plataforma recomenda “Bodas de Sangue”, do Coletivo Esperanza. Baseado na obra do escritor espanhol Federico García Lorca, a peça lança um olhar feminino sobre o papel social da mulher e a função do matrimônio na sociedade e discute liberdade, imposições comportamentais e solidão.

    Criada em abril de 2020, a plataforma #CulturaEmCasa já registrou mais de 7 milhões de visualizações com transmissões de altíssima qualidade. O conteúdo da plataforma também está disponível pelo aplicativo nas lojas Apple Store e Google Play para Iphone e Android.

    Filmes e documentários:

    CORES E BOTAS

    Joana tem um sonho comum a muitas meninas dos anos 80: ser Paquita. Sua família é bem sucedida e a apoia em seu sonho. Porém, Joana é negra, e nunca se viu uma paquita negra no programa da Xuxa.

    LEVA

    No coração de São Paulo pulsa o maior movimento de luta por moradia da América Latina. Famílias desabrigadas ocupam o edifício Mauá, um dentre muitos ocupados no centro da cidade. O documentário LEVA acompanha a vida de moradores da ocupação e apreende a revitalização dos espaços ociosos e a construção do coletivo como agente de transformação do indivíduo.

    AS MINAS DO RAP

    No Brasil, as mulheres tardaram a entrar no cenário do rap, e até hoje ainda são minoria os grupos ou artistas individuais que alcançaram destaque em suas carreiras. O documentário entrevista mulheres do movimento hip hop, abordando o histórico feminino dentro da cena, através do depoimento de artistas como Negra Li, Mc Gra e Karol Conka

    JORNADA DA HEROÍNA | Panorama #CulturaSP

    56 min – 2021 – Documentário – Pink Flamingo Produções Ltda. Direção de produção: Monica Branco

    O documentário traça um paralelo entre a “Jornada do Herói”, conceito de jornada cíclica amplamente descrito pelo antropólogo Joseph Campbell em seu livro “O Herói de Mil Faces”, e a história de vida de três mulheres. O filme questiona mitos,

    arquétipos do feminino e demonstra como as etapas, neste caso, da jornada da heroína se repetem e se aplicam à vida real.

    AMOR POST MORTEM | Panorama #CulturaSP

    12 min – 2013 – Documentário – Infravermelho Filmes Ltda.

    Direção: Armando Fonseca. Entrevistadas: Emérida Ruiz Pelay e Melba de Quindó

    O amor tem data de validade? Ele segue o corpo que jaz ou se perpetua na memória dos vivos? Este documentário curta-metragem sugere uma resposta de imensa delicadeza a essas perguntas ao entrevistar duas viúvas cubanas e ao registrar suas histórias. Em ambos os testemunhos, percebemos a certeza do amor vivido, a força para continuar e a sinceridade de dois corações que, mesmo conscientes de suas viuvezes, se permitem continuar amando.

    A CASA DE ALICE | Panorama #CulturaSP

    93 min – 2021 – Drama – Cinematográfica Superfilmes LTDA

    Direção e Argumento: Chico Teixeira. Roteiro: Chico Teixeira, Júlio Pessoa, Sabina Anzuategui e Marcelo Gomes. Elenco: Carla Ribas, Vinícius Zinn, Ricardo Vilaça, Felipe Massuia, Berta Zemel, Zécarlos Machado, Renata Zhaneta, Luciano Quirino

    O longa-metragem, dirigido por Chico Teixeira, acompanha Alice, uma manicure de 40 anos que mora em São Paulo com a mãe, marido e os três filhos. O filme é um retrato de uma vida que já virou rotina como Dona Jacira, dona de casa que embala sua rotina ao som do rádio de pilha; os filhos Lucas, Edinho e Júnior, que perambulam pela casa e pela vida; o taxista Lindomar, que satisfaz seu apetite sexual em encontros extraconjugais com meninas recém-saídas da puberdade; e, claro, Alice, a esposa que faz vista grossa para as escapadas do marido e lhe dá o troco cultivando suas próprias escapadas.

    INICIAÇÃO | Panorama #CulturaSP

    8 min – 2021 – Produção Independente

    “Iniciação” é inspirada nas várias iniciações pelas quais Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, atravessa na sua vida sexual, política e artística. A videoarte apresenta criações de pequenos solos gestuais a partir de iniciações das vidas dos/das artistas do vídeo. Essas criações, que dialogam com a biografia de Pagu, impactam como forma de reflexão poética sobre o trabalho não presencial e a permanência de uma pesquisa artística coletiva.

    FÁBULAS REAIS | Panorama #CulturaSP

    50 min – 2021 – Documentário – Produção Independente

    O documentário poético é inspirado no universo e na estrutura dos contos de fada clássicos para revelar a magia e o encanto da vida de personagens reais. Entre narrativa, filmagem e linguagem de cordel, histórias de mulheres agentes de suas próprias vidas recebem intervenção de personagens como Chapeuzinho Vermelho e Branca de Neve. A busca é pela dualidade entre o olhar humano e o olhar da fábula para fazer do cotidiano algo real e lírico.

    RAINHA DO MARACATU | Panorama #CulturaSP

    14 min – 2021 – Produção Independente

    Direção e Direção de Fotografia: Fabiana Ribeiro. Produção e Produção Executiva: Janice Castro. Cinegrafia: Carlos Tavares. Edição: Débora Castro

    A mestra Ana Maria de Miranda, conhecida como a “Rainha do Maracatu”, é a entrevistada deste documentário. A história começa nas dependências da Unicamp, onde Ana Maria conhece Raquel Trindade, sua grande incentivadora, e passa pela Casa de Cultura Urucungos, em Campinas, da qual ainda faz parte. Aos 75 anos, mestra Ana Maria de Miranda luta pela preservação dessa importante expressão artística e popular brasileira.

    CARTAS PARA CECÍLIA | Panorama #CulturaSP

    31 min – 2021 – Documentário – Ibirá Cultural Ltda. Direção, Roteiro e Produção Executiva: Denise Szabo. Entrevistada: Cecília dos Santos (in memoriam). Direção de Fotografia: Felipe Ferreira e Fabrício Andretta

    Cecília Lapa, mulher, idosa, nordestina e migrante, é personagem central deste documentário. Ela conta sua história por meio das cartas trocadas entre ela e seu marido, Constantino Caetanos dos Santos, durante o namoro à distância do casal, entre 1949 e 1951. O filme mostra um amor desnudado de idealizações, um diálogo entre duas fortes personalidades e propõe uma releitura do cotidiano das relações pelo olhar e pela personalidade de Cecília, que é entrevistada pela diretora, Denise Szabo.

    LORA | Panorama #CulturaSP

    17 min – 2021 – Documentário – Súbita Filmes. Direção, Fotografia e Montagem: Mari Moraga. Produção: Mari Moraga e Mário Patrocínio. Produção Executiva: Luis Campos, Ana Paula Catarino e Luciana Baseggio. Assistência de Direção e Som Direto: Bernardo Fontes. Desenho de Som e Mixagem: Rosana Stefanoni. Correção de Cor: Luciana Baseggio. Secretária de Produção: Rita Santos. Diretor Financeiro: Filipe Soeiro. Foley: Input Sound. DCP: Mistika. Participação especial: Gustavo Moraes, Brenda Matoso, Breno Matoso, Karen.

    “Lora”, curta-metragem documental, foi exibido em diversos festivais nacionais e internacionais, entre eles o É Tudo Verdade — Festival Internacional de Documentários; o Kinoforum, em São Paulo; e o Pöff Shorts, em Tallinn, na Estônia. Lora é uma mulher livre, que tem uma forma diferente de pensar sobre pessoas em situação de rua. Através de seu olhar, Lora nos conduz a ver o centro da maior cidade do Brasil, São Paulo.

    CHEGA DE FIU FIU | Cine #CulturaEmCasa

    1h13min – 2018 – Documentário – Brodagem Filmes e Think Olga. Direção: Amanda Kamanchek Lemos e Fernanda Frazão

    “As cidades foram feitas para as mulheres?”. Juliana de Faria, fundadora da ONG Think Olga e idealizadora da pesquisa Chega de Fiu Fiu, em 2013, aponta que cerca de 81% das mulheres já deixaram de sair na rua por medo de assédio. O filme coloca

    luz sob o espectro do assédio sexual nas ruas das cidades brasileiras e amplia a discussão ao expor a intersecção entre racismo, machismo, sexismo e transfobia que cada uma das personagens vive diariamente.

    Yoga “Mona, Se Cuida, Se ama”

    Podcast Pelos Direitos das Mulheres: Mulheres e Justiça

    Shows Anelis canta Itamar Assumpção, Angela Ro Ro, Elza Soares, Baby do Brasil, Fafá de Belém, Liniker e os Caramelows

    Teatro

    Bodas de Sangue

    45 min – 2021 – Tragédia – Livre – Coletivo Esperanza. Direção: Tiago Venusto. Elenco: Alana Ferrigno, Alzira Bosaipo, Glednna Fernanda e Roberta Rangel

    Inspirada na obra do poeta e dramaturgo espanhol Federico Garcia Lorca e no universo criado pelos integrantes do movimento surrealista, ‘Bodas de Sangue’ é resultado de uma pesquisa sobre arquétipos femininos e seus estereótipos. A figura feminina, como ponto central da narrativa, materializa a crítica ao engessamento dos papéis sociais e papéis de gênero — crítica central ao trabalho do Coletivo Esperanza. Cabe à tragédia discutir liberdade, imposições comportamentais e solidão. A montagem foi pensada para a linguagem audiovisual e utiliza recursos específicos para contar um clássico a partir de uma nova perspectiva.


    SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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