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O projeto de apadrinhamento afetivo é da Vara da Infância e Juventude de Santo Amaro


No Brasil, mais de 32.000 crianças e adolescentes vivem nos 6.338 serviços de acolhimento, chamados de SAICAS e Casas Lar, antigamente chamados de abrigos.

Diversos motivos levam uma criança a ser colocada em algum desses serviços: Falecimento dos pais; mães e pais com graves problemas de saúde ou deficiência que os impedem de cuidar de seus filhos; violência familiar e abandono, são alguns deles. Em todos esses casos, quando a criança ou adolescente se encontra em grave situação de risco, torna-se necessário seu afastamento dos pais ou responsáveis.

Ao determinar o acolhimento de uma criança ou adolescente, almeja-se que ele permaneça por curto período de tempo na instituição, porém, muitos ficam institucionalizados por anos e isso os priva do convívio familiar e comunitário. Sequer um telefonema de quem quer que seja eles recebem. Muitos permanecem nas instituições em datas chave, como o Natal.

E é para essas crianças e adolescentes que o apadrinhamento afetivo toma enorme importância.

Previsto no art. 19B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o apadrinhamento afetivo é uma das formas pelas quais se pode restabelecer os direitos dessas crianças.

Ao se tornar padrinho ou madrinha, a pessoa cria um vínculo de convivência com uma dessas crianças e adolescentes e passa a ser alguém com quem ele pode contar. O padrinho é aquela pessoa que poderá levar o afilhado a passeios, acompanhar sua vida escolar, levá-lo para casa em períodos pré-estabelecidos, ensiná-lo atividades simples como cozinhar e fazer compras, etc.

Alberto Alonso Muñoz, juiz titular da Vara da Infância e Juventude de Santo Amaro, considera o apadrinhamento afetivo uma das principais formas de apoio e proteção ao adolescente em situação de acolhimento.

Alexandre Fanti, Presidente da OAB Subseção Santo Amaro e Carlos Berlini, Presidente da Comissão da Criança, Adolescente e Adoção da mesma Subseção, são unânimes em dizer que o apadrinhamento afetivo é uma das ferramentas capazes de ajudar a mudar o mundo, tornando-o mais justo e igualitário, além de ser uma importante forma de trazer proteção e dignidade às crianças e jovens em situação de acolhimento.

Para se tornarem padrinhos e madrinhas afetivos os interessados passam por uma preparação, que irá explicar o que é o apadrinhamento e demonstrar todos os benefícios que essa união entre padrinho e apadrinhado pode trazer para a criança/adolescente. Os encontros contarão com a presença de padrinhos e apadrinhados que darão seu testemunho sobre a importância do projeto e como isso mudou suas vidas e as vidas das próximas gerações a eles ligadas, já que o apadrinhamento tem o potencial de quebrar ciclos de segregação e miséria.

Com o propósito de fomentar o apadrinhamento afetivo e aumentar a quantidade de padrinhos hoje habilitados, a Vara da Infância e Juventude de Santo Amaro, a OAB Subseção Santo Amaro e o Curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul estão organizando a próxima turma de encontros para formação de padrinhos. Os encontros iniciarão em agosto desse ano.

Dê a si mesmo, e a essas crianças e adolescentes muito especiais, a possibilidade de um futuro melhor. Venha conhecer. Um futuro mais justo passa pelas mãos de todos e de cada um de nós.

Para conhecer melhor o projeto, entre em contato:

Telefone: 11-5555-0796 (de segunda a sexta feira, das 9h às 17h)

E-mail: neap.sa@cruzeirodosul.edu.br


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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