Professora Ana Dalva usa fábula ‘Mariposa ou Borboleta?’ para trabalhar auto aceitação de crianças, jovens e até adultos

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A Professora costuma visitar escolas para apresentação de seu livro e revela grandes ensinamentos para a vida


O Grupo Sul News recebeu a visita da Professora Ana Dalva do Prado no sábado (16), para saber como histórias de crianças e adolescentes de diversas escolas estão se reinventando através de sua fábula ‘Mariposa ou Borboleta?’

“Todos os dois são da família da borboleta. Mas a mariposa é um inseto noturno, gosta do escuro, não gosta da luz do sol e ela se esconde. A borboleta é extremamente colorida, bela, cheia de beleza, gosta da luz do sol. Uma é o contrário da outra”, explicou a Professoa Ana Dalva do Prado.

Nós temos na nossa personalidade,os dois lados. A luz, quando estamos felizes e temos o lado mariposa também, quando estamos tristes. Por vezes um lado pode estar mais em evidência que o outro”, completou.

Nascida em Minas Gerais, mas moradora na região do Socorro, na Zona Sul há anos, a professora, pedagoga e escritora leva seu livro infanto-juvenil para alunos refletirem sobre si mesmos. Essa história minha foi ilustrada de duas formas, eu tive dois lançamentos, há 8 anos atrás, tive muito sucesso, o ilustrador captou de um jeito, e eu queria um confronto de cores, luz e sombra, cor e ausência de cor, os dois lados da personalidade, e ele captou, a ilustração ficou mais adulta, ele captou mais pro lado juvenil”, disse.

Essa é a segunda versão do livro ‘Mariposa ou Borboleta?’, voltado com ilustrações para o público infantil

Esta segunda versão foi feita com outro ilustrador e acabou tendo uma ilustração mais voltada ao público infantil. “O principal objetivo desse livro é trabalhar a autoestima de crianças e adolescentes, eu uso uma fábula em que a íris, que é muito linda e admirada por todos, tem dificuldade de enxergar as suas próprias cores e suas qualidades, e ela vê o mundo em preto e branco, ela passa então por uma trajetória na grande busca do ser ou não ser e ela passa por um crescimento”, completa.

É comum a Dona Ana comentar sobre a história com alunos. “Minha maior experiência são com crianças do 1º ao 5º ano. Mas fui no colégio falar para crianças e alguns adolescentes viram. “A coordenadora pediu que eu fosse à quadra falar para os adolescentes. Pensei que seria difícil segurar a atenção deles, mas para a minha surpresa, eles nem piscaram! Até a coordenadora se surpreendeu. Foi fantástico! Teve gente que me abraçou, meninos altos, grandes me procurando, alguns passando por momentos sérios, pro vezes depressão. Apresentar para os adolescentes foi um dia em que me marcou muito mais do que imaginava”, disse a Professora Ana, muito agradecida depois de tirar fotos com os alunos e conquistar a emoção de ter sua mensagem sobre autoaceitação, autocuidado, cooperação e compreensão bem aceita entre crianças e adolescentes.

Dona Ana possui o hábito de escrever sem a noite, onde tem o seu ‘baú de idéias’, juntando seus pensamentos em um caderno e depois finalizando a sua fábula. “Tem noites que vinham uma parte, em outra noite outro. Depois a história vai sendo desenvolvida aos poucos e criando as histórias”, explicou.

Esse foi um momento em que a Professora Ana se coloriu de sua personagem para expressar toda a felicidade da colorida protagonista de sua fábula

Não se trata de uma única moral da história, na realidade o livro da Dona Ana possui mensagens, que podem ser compreendidas de uma forma para crianças, outras compreensões ou pontos de vistas para adolescentes, e até mesmo para os adultos.

“Depois da leitura, trabalho aquele tipo de valor que quero passar, e passo para eles como se aplica no dia a dia na vida delas. Vamos supor que falamos sobre cooperação, então eu mostro como o personagem agiu cooperando com os outros, como ele agiu daquela forma e trago na vida, na sala de aula, na situação de uma vivência ali”, conta.

A Dona Ana ainda tem outras nove fábulas escritas, esperando para que sejam publicadas, cada uma delas com alguma grande mensagem e lição que pessoas de todas as idades podem ter como referência para se tornarem seres humanos melhores.

Vale a pena refletir sobre nós mesmos a partir da fábula da Professora Ana!

“Um se chama ‘Metamorfose’, o girino na lagoa observa uma lagarta, rola uma amizade muito grande e eu vou trabalhar o belo e o feio, a transformação e aceitação disso. O girino vai ficando cada vez mais feio, virando um sapo, e a lagarta, de feia vai se transformar na beleza de uma borboleta”, finalizou contando apenas um das outras nove histórias!


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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