
Porta de entrada para o tratamento são as 482 UBSs da capital, que oferecem acolhimento, grupos terapêuticos e acompanhamento especializado
Com a ampliação do atendimento para quem deseja parar de fumar, a Rede Municipal de Saúde registrou crescimento de 2.315,44% na participação em atividades coletivas para usuários de tabaco entre 2021 e 2025. No período, os atendimentos saltaram de 829 para 20.024 na capital.
Os dados demonstram o fortalecimento da oferta de cuidado nas unidades de saúde da capital e a ampliação do acesso da população ao tratamento para parar de fumar. Além do cigarro convencional, o suporte também atende usuários de cigarros eletrônicos.
Os atendimentos em atividades coletivas para usuários de tabaco cresceram progressivamente nos últimos anos:
2021: 829 atendimentos
2022: 4.332
2023: 12.275
2024: 14.925
2025: 20.024
2026: 4.171 atendimentos até 15 de abril
A coordenadora de Controle do Tabagismo da SMS, Liamar Ferreira, destaca que o crescimento demonstra tanto a ampliação do acesso quanto à maior conscientização da população sobre os impactos do tabagismo.
“Parar de fumar é um processo que envolve mudança de comportamento, acolhimento e acompanhamento contínuo. Quando o indivíduo participa dos grupos, compartilha experiências e recebe apoio multiprofissional, as chances de sucesso aumentam significativamente”, afirma.
Para marcar o Dia Mundial Sem Tabaco, neste 31 de maio, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça a importância da prevenção e do tratamento do tabagismo, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, respiratórias e diversos tipos de câncer.
A porta de entrada para o tratamento são as 482 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, que oferecem acolhimento, grupos terapêuticos e acompanhamento especializado para pessoas que desejam deixar o cigarro. Durante o tratamento, os participantes recebem orientações para lidar com a síndrome de abstinência, dependência psicológica e gatilhos associados ao vício.
O acompanhamento inclui técnicas de relaxamento, autocontrole e prevenção de recaídas, além da possibilidade de uso de medicamentos nos casos de maior dependência à nicotina. O protocolo prevê três meses de tratamento intensivo e um ano de acompanhamento.
As atividades também podem incluir as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), ampliando o cuidado e promovendo bem-estar físico e emocional.
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