Policiais são presos por suspeita de executarem homens com mais de 30 tiros em Santo Amaro

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O caso aconteceu no dia 9 de junho:  os policiais atiraram dentro de um carro onde estavam dois homens que eram suspeitos de ter cometido um assalto. Os PMs alegam legítima defesa, porém, a dupla foi morta com mais de 30 tiros, sendo que os suspeitos não atiraram contra os policiais


Na última quarta-feira (9), dois homens foram assassinados por policiais militares na Rua Doutor Rubens Gomes Bueno, em Santo Amaro. Em decorrência dessa ação, três PMs foram presos.

A ação veio à tona após a divulgação de um vídeo que mostra o assassinato: os policiais atiram dentro de um carro onde estavam os homens que eram suspeitos de ter cometido um assalto. Segundo o B.O., dentro do veículo foram encontrados: máquina de cartões bancários e cartões de banco, R$ 1.000,15 em dinheiro, relógio, uma aliança e duas armas.

Os PMs alegam legítima defesa pois estavam perseguindo os homens. Porém, eles foram mortos com mais de 30 tiros, sendo que os suspeitos não atiraram contra os policiais.

O boletim de ocorrência foi registrado como “roubo, lesão corporal na direção de veículo automotor e homicídio decorrente de intervenção policial” e garante que “não se verifica aparente ilegalidade na conduta dos policiais militares, que provocaram a morte dos suspeitos”. Porém, o documento revela que um dos suspeitos, Vinicius Alves Procópio, de 19 anos, foi morto com 23 tiros e Felipe Barbosa da Silva, de 23 anos, tinha 27 lesões por tiros. Nenhum deles tem passagem pela Polícia.

Essa ação está sendo investigada pela Corregedoria da PM e pela Polícia Civil. “Pelas imagens há suspeita de execução e isso tem que ser apurado. Não há justificativa plausível para aquele desfecho com tiros pelos policiais. Ao meu ver, pelas imagens, teve ilegalidade”, disse Elizeu Soares, ouvidor da Polícia.

A esposa de um dos suspeitos revelou que o marido ligou para se despedir e ela disse que ouviu disparos e que a dupla não reagiu.

“Ele [Felipe Barbosa da Silva] ligou se despedindo. Eu vi os corpos sendo retirados, me informaram que foi troca de tiros, mas não foi troca de tiro. Em nenhum momento nenhum dos dois reagiu. Eles bateram o carro e lá ficaram. Os policiais abriram a porta do carro e atiraram neles. Meu marido me ligou falando que os policiais iriam matar ele e desligou o telefone desesperado. Eu só ouvi os tiros. Eu só quero Justiça. O trabalho deles [policiais] era levar eles presos, se realmente eles estavam roubando. Era dar a voz de prisão, mas simplesmente abriram a porta do carro e deram mais de 20 tiros em cada um, não vou aceitar isso, vou até o fim por Justiça”, contou a esposa.

Sobre os PMs envolvidos: dois foram presos no último domingo (13) pois atiraram contra os suspeitos e o terceiro foi preso na última segunda-feira (14), pois dirigia a viatura no momento dos tiros.

A Justiça decretou prisão de 30 dias durante a investigação por duplo homicídio.


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