Obras no córrego Uberaba ainda estão em fase de estudos, diz Prefeitura

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Divulgação: Leonardo Mendes/Estadão

O bairro de Moema, na zona sul de São Paulo, sofre constantemente com os efeitos das fortes chuvas


Local da tragédia em que um idoso de 62 anos morreu eletrocutado ao tentar sair do veículo durante a tempestade de terça-feira (9), o bairro de Moema sofre constantemente com enchentes, alagamentos e os desdobramentos de chuvas volumosas. Moradores aguardam há pelo menos sete anos a construção de dois piscinões, nome popular dos grandes reservatórios que têm potencial para conter as cheias e reduzir os estragos causados pelas chuvas.

A Prefeitura de São Paulo informa que publicou um edital de licitação para contratação das obras de um deles em setembro de 2023 e que aguarda a manifestação do Tribunal de Contas do Município (TCM) depois de ter respondido aos apontamentos do órgão. O outro ainda está em fase de estudos, de acordo com o poder municipal.

O bairro da zona sul de São Paulo está mais propenso a sofrer com alagamentos por estar em uma área de várzea, ou seja, com muitas nascentes e córregos, a maioria canalizada em galerias subterrâneas. Um dos principais e mais antigos questionamentos dos moradores é a obra de readequação da bacia dos córregos Éguas e Paraguai.

A Prefeitura de São Paulo informou que o piscinão do córrego Paraguai-Éguas será construído na Praça Juca Mulato com capacidade de armazenar até 110 mil m³ de água, o equivalente a 44 piscinas olímpicas.

Um dos pontos mais críticos do bairro é a esquina entre as ruas Gaivota e Ibijaú. De acordo com a Associação Viva Moema, data de 2016 o Plano Regional para o distrito de Moema que previa a implantação de um reservatório com capacidade de 50 mil m³ nas obras de drenagem da bacia do córrego Uberaba. Trata-se de um afluente da margem direita do Rio Pinheiros e que também passa sob a região que engloba a divisa entre Moema, Saúde e Vila Mariana.

A SIURB, em conjunto com a Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica (FCTH) da USP, informa que estudava a viabilidade técnica e financeira de três intervenções para o combate às enchentes na região.

“Com base nos dados já disponíveis, duas alternativas antigas foram descartadas. Os estudos estão em fase de conclusão para que os projetos da alternativa escolhida sejam desenvolvidos o mais breve possível”, informa o poder municipal.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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