Novas covas são abertas em cemitério da Zona Sul para mortos pelo coronavírus

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Desde a semana passada, o serviço funerário da cidade intensificou a abertura de covas nos cemitérios das periferias de SP com a criação do Plano de Contingência do Serviço Funerário, que vai abrir 13 mil covas na capital


A Prefeitura de São Paulo apresentou um Plano de Contingência do Serviço Funerário que amplia a capacidade dos 22 cemitérios da capital para receber vítimas. Segundo a Prefeitura, “o objetivo do plano é atender o aumento da demanda em decorrência de óbitos da covid-19 (doença provocada pelo coronavírus) garantindo dignidade às vítimas e reduzindo o sofrimento dos familiares”.

Cerca de 13 mil novas valas serão abertas para as vítimas fatais, sendo 8 mil no Cemitério da Vila Formosa (Zona Leste), que vai concentrar a maioria dos casos; 2 mil no Cemitério da Vila Nova Cachoeirinha (Zona Norte) e 3 mil no Cemitério do Jardim São Luís, na Zona Sul.

O serviço funerário da capital vai receber R$ 40 milhões de crédito complementar. A capacidade de enterros vai aumentar de 240 por dia para 400 por dia, sendo 220 coveiros contratados para suprir a demanda, já que mais de 150 funcionários que trabalhavam nos cemitérios já foram afastados pela Prefeitura, por serem do grupo de risco. Outros 200 coveiros devem ser contratados, se houverem 400 enterros por dia.

Para transportar os corpos, foram contratados mais 20 carros para atender o Serviço Funerário. Então, agora, a capital tem 56 automóveis para esse setor.

Um dos maiores dramas que as famílias dos mortos por Covid-19 tem enfrentado é, justamente, não poder se despedir. Até então, o protocolo para enterro das vítimas proibia velórios longos, permitindo só 10 minutos para a despedida. Mas, a partir de amanhã (25), não haverá mais velórios para pessoas que morrerem com coronavírus, numa tentativa de proteger os familiares de se infectarem com o vírus.

A Prefeitura também se prepara para que os cemitérios funcionem durante 24 horas e que os enterros possam ser feitos também após as 18h.

Além disso, a Prefeitura prevê a criação de um Centro de Logística para Sepultamentos, com locação de câmaras refrigeradas. “Construímos um centro de logística no Cemitério da Vila Formosa e adquirimos oito câmaras refrigeradas que podem guardar até 1.000 corpos, aguardando o sepultamento. O isolamento social é fundamental, o pior ainda está por vir”, disse o prefeito Bruno Covas. Caso o número de óbitos ultrapasse 400 por dia, outros dois Centros de Logística serão instalados nos Cemitérios Vila Nova Cachoeirinha (Zona Norte) e São Luís (Zona Sul).

Também está prevista a compra de 38 mil caixões e 15 mil sacos para isolar os corpos das vítimas. Esses equipamentos devem chegar no fim de maio.


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