Níveis de água abaixando na Represa Guarapiranga expõe lixo acumulado

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Além do lixo, esgoto sem tratamento continua indo para as águas


Conforme a falta de chuvas afeta a represa, o nível da água que está descendo, além de deixar preocupante o problema da seca – não só a zona sul, mas em toda a capital – deixa à mostra outro problema frequente problema no local, a enorme quantidade de lixo que se acumula há muito tempo.

Segundo a equipe Limpeza na Represa, grupo de voluntários dedicados a recolher o lixo despejado e cuidar do local, outro grande problema são as ocupações irregulares e a falta de fiscalização. O chef de cozinha Augusto Bat, diz que aproximadamente 30 toneladas de lixo são retiradas pelo projeto, tanto das docas quanto das ilhas.

Pedro Luiz Côrtes, professor do Instituto de Energia e Meio Ambiente da Universidade de São Paulo (USP) afirma que “Existe uma cumplicidade por parte do poder público ao não fiscalizar adequadamente esses loteamentos ilegais, coibir a ação de pessoas, empresas, ou até mesmo políticos que acabam criando ou incentivando a criação desses loteamentos. Existe uma falta de fiscalização e existe também uma coparticipação das pessoas que moram nessas áreas ao não proteger o seu entorno”.

Em relação ao esgoto, a poluição começa nos córregos, como o Barro Branco, na entrada de Parelheiros, chamado de Portal das Águas. O tratamento foi interrompido após roubos de equipamentos que realizavam esta função nas áreas dos córregos. “Tinha maquinário. Só que roubaram tudo, aí eles fecharam”, afirma o comerciante Edvar Alves Teixeira.

O superintendente da unidade sul da Sabesp, Márcio Gonçalves de Oliveira afirma que “A Sabesp, dentro da represa, coloca ecobarreiras para poder conter o lixo. E para o sistema também de barcaça a gente também faz a coleta de lixo de dentro da represa com a Unesp”, afirmou Oliveira.

Segundo a Sabesp, só neste ano foram 208 roubos e furtos de equipamentos e estão providenciando a reposição, e pontua que desde 2011, retirou mais de 10 mil caminhões de lixo do local.

A prefeitura de São Paulo afirma que realiza limpeza manual dos córregos da região e que de janeiro até agosto foram retiradas 55 toneladas de resíduos. Quanto os loteamentos irregulares, a informou que 176 autuações foram realizadas na zona sul, incluindo a Guarapiranga.


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