Moradores protestam contra aumento do barulho no aeroporto de Congonhas

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Devido a concessão, mais viagens estão sendo realizadas e causando mais ruídos


Um novo projeto do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) alterou as rotas de voo do Aeroporto de Congonhas, que passa pelo processo de ser concedido à iniciativa privada.

As alterações se iniciaram em março de 2021 com o crescente número de viagens realizadas após o período de intenso isolamento devido a Covid-19.

Foram 13 reclamações à Infraero de agosto a dezembro do ano passado e neste chegaram a 816 de janeiro a maio. Segundo a Decea, o ruído geral diminuiu 15,18%, no entanto não especificou se houve aumento em algumas regiões, e disse que o objetivo era “aprimorar a eficiência na gerência do espaço aéreo para acomodação da demanda atual e a projetada para os próximos dez anos”, e informou ainda que os aviões passaram a atingir de forma antecipada o chamado nível de cruzeiro (quando ele consome menos combustível), reduzindo a emissão de CO2 e fazendo a dispersão das curvas de ruído.

Representantes de 8 associações de bairros tem se unido nos últimos meses para que órgãos públicos revejam a mudança de rotas ou tomar alguma atitude para diminuir os impactos gerados, como a instalação de barreiras contra ruído no sítio aeroportuário e a criação de um fundo para auxiliar no isolamento acústico das casas e prédios afetados.

O Decea argumentou que não é possível desenhar rotas sobre áreas desabitadas, “considerando que o Aeroporto de Congonhas se situa em área densamente povoada, não é possível desenhar rotas sobre áreas desabitadas”. O órgão afirmou aplicar técnicas de redução de ruído previstas em regulamentos da Organização Internacional da Aviação Civil para dispersar o ruído em áreas densamente povoadas.

Além da questão dos ruídos, o grupo afirma estar preocupado com os impactos ambientais e relata que os aviões têm passado mais próximos de áreas verdes, como o Parque Ibirapuera. “Nós somos a favor da concessão, que o desenvolvimento da cidade aconteça, mas de uma forma mais amigável com a população”, explicou o presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Jardim Lusitânia (Sojal), Nelson Cury, de 65 anos.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

1 COMENTÁRIO

  1. Moro a muitos anos no bairro Nova Petrópolis em São Bernardo do Campo, que está localizado a mais de 15km de distância do Aeroporto de Congonhas. Desde que adquiri o imóvel, nunca tive nenhum barulho de avião na região, porém, por volta de 05/2021 houve uma mudança de rotas dos aviões, que começaram a passar por aqui, causa grande transtorno, a partir das 6h até umas 22:30h, passam bem baixo, com um barulho extremo. Não consigo dormir mais tranquilamente e ainda fica impossível participar de reuniões do trabalho, pois os aviões passam a todo momento. Fora isso, essa questão ainda desvaloriza meu imóvel, pois ninguém quer morar em lugares com esse barulho extremo. Neste ano (2022) ainda haviam parado um tempo, ficavam alternando de rota, conforme consegui ver no site flightradar. Porém agora voltou a passar somente por aqui.

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