Jardins de chuva começam a ser construídos em bairro da Zona Sul

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Essas estruturas são importantes no ambiente urbano porque funcionam como pontos de microdrenagem e minimizam as enchentes e alagamentos. Geralmente são construídos em um nível mais baixo que as calçadas e ruas, e recebem o plantio de flores e plantas


De acordo com a Associação Brasileira de Cimento Portland, jardins de chuva são um Sistema de Biorretenção que “utiliza a atividade biológica de plantas e microorganismos para remover os poluentes das águas pluviais, e contribui para a infiltração e retenção dos volumes de água precipitados”.

Os jardins de chuva são canteiros, geralmente construídos em um nível mais baixo que as calçadas e ruas, e que recebem o plantio de flores e plantas. Como é necessário que a água da chuva escoe, a construção precisa ter uma abertura ou um cano por onde a água vaza.

Essas estruturas são importantes no ambiente urbano porque funcionam como pontos de microdrenagem e minimizam as enchentes e alagamentos. Na Zona Sul da capital, seis ruas da Vila Nova Conceição, bairro do distrito de Moema, vão ganhar 21 jardins de chuva em até 60 dias.

“Um fluxo de água com trajeto reto, curto e rápido desidrata a paisagem e provoca erosão. Já uma rota longa e sinuosa com pontos de retenção desacelera a água e hidrata a paisagem, prevenindo erosões e permite uma infiltração maior. Os jardins amortecem e absorvem a água da chuva, contribuindo contra alagamentos abaixo e retendo a água, promovendo também a biodiversidade”, explica a arquiteta Débora Grecco, supervisora de Planejamento Urbano da Subprefeitura Vila Mariana.

As ruas foram definidas e aprovadas pela Associação de Moradores da Vila Nova Conceição junto com a Subprefeitura Vila Mariana, que informou que “a área do projeto está localizada entre as microbacias hidrográficas dos córregos Sapateiro e Uberaba. A declividade nesses locais é baixa (entre 0,7% e 0,9%), o que favorece o escoamento superficial lento e contínuo”.

Confira as ruas que vão receber jardins de chuva:

  • Rua João Lourenço 
  • Rua Lourenço de Almeida
  • Rua Domingos Leme
  • Rua Brás Brandão
  • Rua Jerusalém
  • Rua Balthazar da Veiga

JARDINS DE CHUVA NA PERIFERIA

No ano passado, o Grajaú foi o primeiro bairro periférico de São Paulo a ganhar jardins de chuva. A ação foi coordenada pelo grupo de ativistas do Vila Cidades, integrantes da iniciativa global Gaia Education.

Os moradores da região foram convidados para participar de um plantio já que o bairro sofre com baixa infraestrutura de espaços verdes. “Tudo o que acontece no Grajaú e sai na mídia é coisa ruim. As pessoas têm essa ideia de que quem vive na periferia não trabalha ou não tem educação. Eu me orgulho de fazer parte desta comunidade e esse movimento de verdejar o bairro é prova de que coisas muito boas acontecem aqui”, disse Mara Luiza, moradora do bairro há 40 anos e integrante d o Vila Cidades.


SUGESTÕES DE PAUTA: [email protected]

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