Greve no Metrô atrasa abertura das estações e gera aglomerações de pessoas em SP

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O Sindicato dos Metroviários protesta contra o corte de 10% nos salários, após o Metrô anunciar queda na arrecadação durante a pandemia. Na madrugada desta terça-feira (28) aconteceram negociações e a greve foi suspensa, mas como os funcionários do plantão noturno não conseguiram chegar, houve atraso na abertura das estações, o que gerou aglomerações de centenas de pessoas


As estações de Metrô das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata amanheceram fechadas nesta terça-feira (28) por causa de uma greve dos funcionários. A greve, no entanto, durou pouco: começou a meia-noite e terminou na madrugada, após 80% dos funcionários aprovarem a suspensão.

Mesmo assim, nesta terça-feira, centenas de pessoas encontraram as estações fechadas e, na espera pela reabertura, foram obrigadas a se aglomerarem nas entradas, contrariando as recomendações das autoridades de saúde para evitar aglomeração de pessoas e transmissão do coronavírus. Normalmente, as estações abrem às 4h40, mas hoje foram abertas após às 7h.

A curta greve aconteceu pela insatisfação dos funcionários do Metrô com os cortes nos salários. Na semana passada, a empresa anunciou que cortaria 10% dos salários em julho por causa da queda na arrecadação durante a pandemia.

“Mesmo com a crise econômica provocada pela pandemia do novo Coronavírus, e transportando cerca de 35% da demanda comum de passageiros, o Metrô consegue manter a oferta de trens em até 100%, de acordo com a demanda, e honrou os salários e benefícios dos funcionários integralmente ao longo destes 4 meses. No entanto, com a baixa arrecadação neste longo período, o Metrô vai pagar 90% do salário de julho dos funcionários, com o restante sendo pago assim que houver receita”, afirmou o Metrô.

De acordo com o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, não foi possível abrir as estações no horário normal porque o Sindicato dos Metroviários entrou em acordo com o Metrô às 2h30 da madrugada, assim, não houve tempo hábil para que os funcionários chegassem ao trabalho. “A nossa compreensão era de que todos pudessem estar trabalhando para a operação normal às 4h40. Nós acreditávamos que estaria restabelecida, assim tratei com o Sindicato. E a operação estaria normal de acordo com eles”, disse Alexandre Baldy.

O secretário ainda admitiu que falhou ao não acionar a Operação Paese para que os passageiros fossem transportados de ônibus pelas estações, o que evitaria aglomerações e atrasos no trabalho. “Falhamos em não ter colocado desde o início, às 4h40, peço desculpas por essa situação que foi colocada no início da manhã no Metrô, falhamos por não ter colocado o sistema Paese por todo esse período”, completou Baldy.

RODÍZIO DE CARROS SUSPENSO

Por conta da paralisação dos metroviários, o rodízio de veículos foi suspenso nesta terça-feira (28), mesmo após a suspensão da greve. A cobrança de Zona Azul não será feita, em toda a cidade de São Paulo.

Apenas o rodízio de caminhões continua valendo para Zona Máxima de Restrição à Circulação.


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