Governo de SP quer limitar atendimento em prontos socorros da Zona Sul

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Essa medida surge mesmo com o avanço da Covid-19 em todo o Estado. De acordo com o Governo, a restrição vai acontecer para que casos menos graves não prejudiquem o atendimento de pacientes diagnosticados com Covid-19. Sendo assim, pacientes que precisarem de um atendimento urgente deverão se encaminhar para uma UBS ou UPA


A partir do dia 1º de fevereiro, o Governo de São Paulo pretende restringir o atendimento médico em quatro prontos-socorros da capital paulista: Vila Alpina e Itaim Paulista, ambos na Zona Leste, e Pedreira e Grajaú, ambos na Zona Sul.

De acordo com o Governo, essa restrição vai acontecer para que casos menos graves não prejudiquem o atendimento de pacientes diagnosticados com Covid-19. “Esses atendimentos mais leves representam 80% dos atendimentos dos prontos-socorros. É importante dedicar os hospitais capacitados, equipados para nesse momento de dificuldade poderem se dedicar plenamente aos atendimentos mais graves”, justificou Eduardo Ribeiro, secretário executivo da Saúde do Estado.

Essa medida vai acontecer mesmo com o avanço da Covid-19 em todo o Estado.

Segundo o Governo de SP, o mês de janeiro de 2021 já superou o mês de dezembro de 2020 no número de casos de Covid-19: entre 1º e 24 de dezembro do ano passado foram registrados 220.664 casos e, no mesmo período de janeiro deste ano já são 16 mil casos a mais, ou seja, 252.956. O número de mortes também foi superado: 5.121 mortes em janeiro deste ano e 4.622 mortes em todo o mês de dezembro de 2020.

Sendo assim, pacientes que precisarem de um atendimento urgente deverão se encaminhar para uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), que os encaminhará para um pronto socorro.

“A partir do dia 1º de fevereiro eles pretendem referenciar estas portas. A intenção é praticamente fechar todas as portas e, pelo que eles falaram, começariam pelo Hospital de Pedreira, Grajaú, Itaim e Vila Alpina, e que os pronto-socorro deles não vão mais atender a população daquela região, vão ter que fechar as portas. Esses pacientes terão que procurar as unidades municipais e se precisarem de uma internação nós teremos que pedir para a regulação pedir a vaga para esses hospitais”, disse Luiz Carlos Zamarco, secretário executivo da Assistência Hospitalar da cidade de São Paulo.

Muitos pacientes acham essa restrição inadequada. “Tem muita gente que necessita do atendimento aqui. Estão falando pra ir pras UBSs, mas tem muita coisa que a UBS não pode fazer. E como vai fazer pras pessoas que necessitam de um atendimento mais especializado que na UBS não tem?”, disse uma moradora da região de Pedreira.

O Governo de São Paulo informou que “atua com base no monitoramento e no planejamento da rede, visando salvar vidas e assegurar atendimento igualitário” e que trabalha com a previsão da rede primária absorver casos de menor complexidade.


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