Farmacêuticas e Governo de SP assinam compromisso para realizar descarte correto de medicamentos

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A ideia é que as farmácias instalem locais de coleta e os fabricantes retirem esse material para incinerar. Apenas as embalagens serão enviadas para a reciclagem. De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, o compromisso inclui: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores


O Governo do Estado de São Paulo e empresas do setor farmacêutico assinaram um termo de compromisso para implantarem um sistema de logística reversa a fim de fazer o descarte correto de medicamentos não utilizados ou vencidos, e também das embalagens.

De acordo com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), o compromisso inclui: fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e consumidores.

A ideia é que as farmácias instalem locais de coleta desses remédios e os fabricantes retirem esse material para incinerar. Apenas as embalagens serão enviadas para a reciclagem.

“O consumidor leva aquele produto até a farmácia. A farmácia vai recolher num ambiente adequado, depois o distribuidor vem retirar na farmácia e leva até um segundo local que vai ser recolhido pelos fabricantes ou importadores e aí dão a destinação correta. Geralmente, a destinação ambiental é a incineração”, explica Sergio Mena Barreto, presidente-executivo da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

É importante frisar que remédios não podem ser descartados com o lixo comum porque suas substâncias químicas podem poluir o meio ambiente. “Os medicamentos são formados por produtos químicos que, quando chegam na água, podem contaminar até mananciais, que podem ser utilizados para abastecimento humano. Existem pesquisas demonstrando problema com hormônios que podem efetivamente acabar chegando na água”, explica a diretora-presidente da Cetesb, Patrícia Iglecias.

As fabricantes e as importadoras de remédios serão responsáveis por custear o transporte e descarte final desses remédios. Outra demanda é que essas empresas criem um sistema informatizado de registro e divulgação da quantidade de resíduos coletados, já que hoje não existe nenhum dado sobre a quantidade de remédios descartados.

De acordo com o convênio assinado pelo Governo do Estado com as farmácias, essa coleta começa no mês de abril em todos os municípios com mais de 200 mil habitantes, ou seja, a capital paulista e mais 40 cidades.

A previsão é que até o fim de setembro sejam criados mais de 2.800 pontos de coleta de remédios.


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