Enel e Prefeitura fazem acordo para agilizar poda de árvores em São Paulo

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A intenção é melhorar a assertividade e ter maior agilidade na troca de informações entre os órgãos, com diminuição no tempo de execução das solicitações. Para preservar as árvores do local, a Prefeitura poderá sugerir que adaptações sejam feitas na rede elétrica, quando um serviço de poda for realizado pela Enel


Nos seis primeiros meses de 2019, os paulistanos registraram mais de 37 mil pedidos de podas na Prefeitura de São Paulo. Se comparado a 2018, o número é 30% maior.

Junto com os buracos e a pavimentação, a poda das árvores sempre foi um dos principais motivos de reclamações dos moradores da cidade. A insatisfação piorava pra entender quem era responsável pela poda: Prefeitura ou Enel? Os moradores ficam nessa gangorra e tinham que esperar muito tempo pra resolver o problema.

Agora, a promessa é justamente diminuir o tempo entre o pedido de poda e a realização do serviço. A Prefeitura de São Paulo e a Enel fecharam um acordo que prevê “melhoria da assertividade e também maior agilidade na troca de informações entre os órgãos”. Isso será possível por causa de uma sistema eletrônico que está sendo desenvolvido pela Enel e que, de acordo com a Prefeitura, começa a funcionar em julho e vai permitir “eficácia na fiscalização das ações realizadas pela Enel por meio de laudos técnicos e fotos da operação”.

O tempo de execução das solicitações também deve ser reduzido: de 90 para 60 dias em áreas públicas. Também diminuiu de 45 para 30 dias o prazo de desligamento da rede elétrica, se necessário para manejos especiais.

Para preservar as árvores do local, a Prefeitura poderá sugerir que adaptações sejam feitas na rede elétrica, quando um serviço de poda for realizado pela Enel. A intenção é “minimizar os problemas ocasionados pela queda de galhos e árvores no sistema de distribuição de energia elétrica, visando preservar a integridade e qualidade da arborização na cidade de São Paulo”, informou a Prefeitura.

Além disso, a Enel fica responsável por recolher galhos, fios elétricos e qualquer resíduo do local, mesmo em podas solicitadas pela Prefeitura.

PANDEMIA LIDERA QUEIXAS NA PREFEITURA

Se em 2019, poda e buracos eram as principais preocupações dos moradores da capital, agora em 2020, o descumprimento das regras de combate a pandemia do coronavírus estão no topo das queixas.

O descumprimento das regras de reabertura do comércio foi contabilizado em 84,5% das denúncias recebidas pela Ouvidoria municipal. Nos meses de março, abril e maio foram feitas mais de 1.000 denúncias de irregularidades. No mesmo período, a Ouvidoria da Prefeitura recebeu 546 denúncias sobre pavimentação e 421 sobre poda de árvores, sendo que no ano passado foram mais de 800 reclamações sobre as árvores nestes três meses.

Além do comércios abertos irregularmente, também foram realizadas queixas sobre estabelecimentos que não oferecem álcool gel na entrada e pessoas sem máscara dentro das lojas.

Até o dia 21 de junho, a Prefeitura da capital já fechou 618 estabelecimentos não essenciais que estavam com as portas abertas, fazendo atendimento normalmente. Desse total, 91 estão localizados na Zona Sul, nos distritos da Capela do Socorro, Campo Limpo, M’Boi Mirim, Santo Amaro, Ipiranga, Parelheiros, Cidade Ademar e Vila Mariana.


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