Crise da Covid-19 afeta ocupação em escritórios de alto padrão da Zona Sul

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Pesquisa revela que 54% das empresas que alugam escritórios comerciais ainda não tem previsão de retornar. Grandes empresas que têm sede na região do Itaim Bibi, como Facebook e Twitter, adotaram o home office até o fim do ano e têm planos de deixar os funcionários trabalhando em casa permanentemente


No primeiro trimestre de 2020, a Av. Faria Lima, no Itaim Bibi, registrou uma taxa de 3% na desocupação dos escritórios de alto padrão e taxa de 7,3% na desocupação para as classes B e C. Na Av. Paulista, essa taxa foi o dobro: 6% de esvaziamento nos escritórios de alto padrão e 14% para as classes B e C.

As avenidas Faria Lima e Paulista são os dois principais endereços para escritórios de alto padrão na cidade de São Paulo e assim como todos os setores da sociedade, tem sido atingidos pela crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus.

Uma pesquisa recente da consultoria JLL mostrou que 54% das empresas que alugam escritórios comerciais administrados pela JLL ainda não tem previsão de retornar, mesmo com a autorização da Prefeitura para reabertura desses locais. Essa demora para voltar aos escritórios pode ser explicada justamente pela crise financeira e a adoção do sistema home office, medida adotada pelas empresas desde o início da quarentena.

Na Av. Rebouças, por exemplo, está localizada a sede do banco digital NuBank que pretende manter os 2.700 funcionários trabalhando em casa, até o fim do ano. Um prédio da Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, no Itaim Bibi, é a sede do Facebook, que também vai garantir o home office até o fim de 2020 mas quer que seus funcionários trabalhem em casa permanentemente. Na Av. Faria Lima está a sede do Twitter que já adotou o home office definitivamente.  

Mas a crise nestes locais ainda não é forte devido a qualidade dos escritórios, afirmam especialistas do setor. “Vai ter um aumento de vacância nos próximos meses, mas não vai ser nada explosivo nas áreas centrais. Mesmo se lá na frente o impacto da crise e o home office for maior nas empresas, esses imóveis vão roubar inquilinos de outros prédios piores”, disse o gestor do fundos imobiliários da Kinea, Carlos Martins.

Outras imobiliárias que atuam na região nobre da cidade também acreditam que o home office não será um modelo de trabalho adotado permanentemente pelos escritórios localizados nas principais regiões da cidade. “A realidade de volta ao escritório já está acontecendo e outros países, eu acho que é isso que as empresas vão observar e repensar bastante em qualquer devolução de área. Talvez tenham que pensar muito mais no futuro do que nesse 2020, 2021”, acredita Walter Cardoso, presidente da consultoria imobiliária de propriedades comerciais CBRE.


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