Começam as campanhas de multivacinação e vacinação contra a poliomielite

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Até o dia 30 de outubro: menores de cinco anos devem ser vacinados contra a paralisia infantil e crianças e adolescentes de 0 a 14 anos devem atualizar a carteira de vacinação em caso de atraso, falta ou necessidade de reforço contra 20 doenças


Nesta segunda-feira (5), tem início a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite, para crianças menores de cinco anos, e a Campanha de Multivacinação para crianças e adolescentes de 0 a 14 anos de idade.

De acordo com o Ministério da Saúde, a intenção é atualizar a carteira de vacinação de indivíduos com até 14 anos e, nos menores de cinco anos, reforçar a proteção contra a paralisia infantil.

Atualmente, não há circulação do vírus no Brasil e a meta é que 2,1 milhões de crianças recebam a “gotinha” que protege contra a poliomielite. Assim, a vacina vai atingir 95% dessa população.

Já a Campanha de Multivacinação prevê que a carteira de vacinação de crianças e adolescentes de 0 a 14 anos sejam avaliadas sobre atraso, falta ou necessidade de reforço de alguma vacina. Essa avaliação vai garantir imunização contra as seguintes doenças:

  • BCG (tuberculose);
  • rotavírus (diarreia);
  • poliomelite oral e intramuscular (paralisia infantil);
  • pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Haemophilus influenza tipo b – Hib);
  • pneumocócica;
  • meningocócica;
  • DTP;
  • tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • HPV (previne o câncer de colo de útero e verrugas genitais);
  • febre amarela,
  • varicela
  • hepatite A.

“A imunização correta garante a proteção contra complicações provocadas por diferentes tipos de vírus e, consequentemente, reduz casos e mortes. As campanhas contribuem para erradicação e para a eliminação do risco de reintrodução de doenças no território”, explica Núbia Araújo, diretora de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde.

As campanhas de vacinação acontecem até o da 30 de outubro nas Unidades Básicas de Saúde.

TAXA DE VACINAÇÃO NA PANDEMIA

Para o Programa Nacional de Imunização (PNI), a cobertura vacinal ideal para crianças no Brasil deve ficar entre 90% e 95%. No entanto, em 2020, apenas metade (51%) das crianças foram vacinadas. Isso porque, devido a Covid-19, muitas pessoas tem medo de ir às Unidades Básicas de Saúde para serem vacinadas ou vacinarem as crianças.

A primeira dose da vacina tríplice viral que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba, por exemplo, está abaixo dos 60%. A segunda dose não passa dos 50%. Além disso, nenhuma vacina infantil está acima de 60% de vacinação.

“Essa cobertura não é simplesmente um número. Sem cobertura vacinal nós estamos suscetíveis a todas essas doenças – surto de meningite, retorno da poliomielite. Essas doenças só estão eliminadas por causa da vacinação”, afirma Isabella Ballalai, pediatra e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações.


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