Capital paulista registra queda em ocorrências de crimes durante pandemia

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No mês de abril diminuíram casos de roubos, furtos, homicídios e estupros.  Delegacias da Zona Sul também registram queda na criminalidade, menos em Parelheiros, onde os furtos aumentaram


Com boa parte da população em casa, a capital paulista registrou queda nos índices de criminalidade no mês de abril.

Comparando abril deste ano com o mês de abril do ano passado, foram sete ocorrências e seis vítimas a menos de homicídios dolosos: de 59 para 52 e de 59 para 53, respectivamente. Tendo em vista a série histórica, que começou em 2001, registrando 503 casos, este ano registrou o menor número de vítimas e casos de morte intencional: 53. E, pela primeira vez, não houve casos de latrocínios na capital.

“O período também foi marcado por quedas históricas nos estupros, em todas as modalidades de furtos e nos roubos em geral, de veículo e de carga”, informou a Secretaria de Segurança Pública. Nos caso dos estupros, houve queda de 44%, em comparação com o ano passado, que registrou 229 casos (neste ano, então, foram 128).

Também houve queda considerável nos casos de furtos, tendo em vista que em abril do ano passado foram 18.730 casos. Em 2020, abril diminuiu em 59,6% com 7.568 casos. Os furtos de veículos também caíram 52%, com 1.541 casos, sendo o menor número desde 2001.

Os roubos gerais também apresentaram queda leve: foram 8.300 em abril de 2020 contra 11.141 em abril de 2019. E os roubos de carros diminuíram de 1.865 no ano passado para 955 este ano.

“No mês passado [março], o isolamento pegou uma semana apenas, mas no mês de abril todo em quarentena. Todos os crimes de rua, furto, roubo, furto de veículo, roubo de veículos, tiveram queda. Não tem comércio aberto, não tem pessoas circulando, por outro lado, diminuiu também porque todos os policiais estão na rua. O efetivo não está deslocado para outras atividades que não estão acontecendo como shows, jogos, feiras, manifestações, então, o efetivo está todo no trabalho ostensivo”, disse o secretário executivo da Polícia Militar, coronel Álvaro Batista Camilo.

OCORRÊNCIAS NA ZONA SUL

As quedas na criminalidade podem ser vistas nas principais delegacias da Zona Sul. Na 11º DP, em Santo Amaro, aconteceram 19 furtos de veículos em abril, sendo que, em fevereiro foram 57. Roubos, no geral, foram 108, contra 209 casos em fevereiro, antes da pandemia.

Na 15ª DP Itaim Bibi houve queda brutal no número de furtos: 53 em abril contra 1.541 em fevereiro.

Na 27ª DP Campo Belo, os furtos também diminuíram de 204 em fevereiro para 82 em abril. Os roubos, foram 106 em fevereiro e 68 em abril.

No 35º DP Jabaquara, os roubos caíram de 180 em fevereiro para 129 no mês passado. Já no extremo da Zona Sul, no Campo Limpo, foram 306 roubos em fevereiro e 187 em abril.

A 25ª DP Parelheiros, porém, vai na contramão da diminuição de crimes na pandemia. Os casos de roubos ficaram na média: 86 em março e 84 em abril. Mas os furtos aumentaram: 51 casos em março e 81 em abril.

POLICIAIS AFASTADOS PELO CORONAVÍRUS

Dos 120 mil policiais militares do Estado de São Paulo, cerca de dois mil estão afastados do trabalho por causa do coronavírus, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com o coronel Camilo, até o fim desta semana, os 44 mil PMs que atuam na capital paulista, e seus familiares (cerca de 96 mil pessoas), farão testes para detectar a doença. “Os assintomáticos são afastados por precaução. E quem se recupera da doença, retorna ao trabalho”, disse.


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