Aquático-SP completa dois anos com mais de 1,1 milhão passageiros e transforma mobilidade na Zona Sul

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Sistema hidroviário reduziu trajetos de até 1h20 para cerca de 17 minutos na Billings e Prefeitura estuda replicar o modelo em outros locais

O Aquático-SP completou dois anos na quarta-feira (13) consolidando-se como uma das principais transformações recentes da mobilidade urbana do município. Ao utilizar a represa Billings como corredor de transporte público, o sistema hidroviário reduziu trajetos de até 1h20 para cerca de 17 minutos na Zona Sul da cidade, alterando a dinâmica de deslocamento em uma região historicamente impactada por grandes distâncias e conexões demoradas. Desde o início da operação, em maio de 2024, mais de 1,1 milhão de passageiros utilizaram o modal.

Primeiro sistema hidroviário público da cidade, o Aquático-SP incorporou a Billings à infraestrutura de mobilidade urbana de São Paulo e passou a conectar regiões que, durante décadas, dependeram exclusivamente de longos percursos por vias terrestres. Atualmente, seis embarcações operam diariamente no sistema. Somente em abril deste ano, foram registrados mais de 61 mil embarques.

A mudança é percebida diretamente na rotina dos passageiros. Morador do Cantinho do Céu, no extremo Sul da cidade, João Gabriel Freitas, de 25 anos, trabalha na região do Morumbi, também na Zona Sul, e afirma que o tempo de deslocamento caiu significativamente após a implantação do modal.

“Antes eu ia de ônibus até o Terminal Grajaú e depois pegava o trem. Demorava entre uma hora e uma hora e meia. Agora, com o barco, levo cerca de 20 a 30 minutos até a integração”, relata.

A avaliação positiva do serviço também aparece nos índices de satisfação dos passageiros. Pesquisa realizada pela SPTrans aponta aprovação de 90,3%, com destaque para a limpeza das embarcações (97,5%) e o conforto durante o trajeto (93,7%). Mais de 92% dos usuários afirmam que recomendariam o modal.

Com os resultados registrados nos dois primeiros anos de operação, a Prefeitura de São Paulo já desenvolve estudos técnicos para ampliar o modelo hidroviário para outras regiões da cidade.

Entre as propostas em análise estão a implantação do Aquático-SP na Represa Guarapiranga e a ampliação das rotas na Billings, na região do Apurá. A expansão poderá beneficiar diretamente moradores de bairros como Grajaú, Pedreira, Jardim Ângela e Cidade Dutra.

Previsto no Plano de Metas da gestão municipal, o projeto busca consolidar o transporte hidroviário como alternativa integrada, eficiente e sustentável para regiões historicamente marcadas por grandes distâncias, congestionamentos e menor oferta de infraestrutura de mobilidade.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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