Alunos de curso de moda da Prefeitura apresentam looks na SPFW

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Serão selecionados 25 empreendimentos - Crédito: Divulgação/Prefeitura de SP

Cria Costura leva trabalhos de mais de 60 alunos ao evento, com coleção inspirada em Burle Marx 

As criações de mais de 60 alunos do Cria Costura, programa da Prefeitura de São Paulo, chegam à 61ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), que acontece de quarta-feira (14) a domingo (18). Apresentados em desfile e exposição no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, os trabalhos combinam referências à obra de Burle Marx, reaproveitamento de materiais e histórias dos próprios participantes.

Realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, em parceria com o Instituto Nacional de Moda, Design e Economia Criativa (INMODE), o programa reúne formação técnica, criação autoral e empreendedorismo para ampliar as oportunidades de trabalho e geração de renda.

O desfile acontece no sábado (17), às 19h, com mais de 30 looks desenvolvidos sob direção criativa e mentoria da estilista Simone Nunes. Inspirada em Roberto Burle Marx, a coleção traduz a arte e a natureza presentes na obra do paisagista em formas orgânicas e cores vibrantes. Já a exposição reúne mais de 30 peças e poderá ser visitada durante os cinco dias do evento.

Para os alunos, participar da SPFW, maior evento de moda da América Latina, também significa ocupar um espaço que antes parecia distante. Entre os trabalhos que chegarão à passarela está o de Lucimar de Jesus, de 42 anos.

Lucimar aprendeu a costurar sozinha para vestir os filhos quando eram pequenos. A prática virou profissão: ela abriu um ateliê e passou a produzir roupas temáticas infantis. Ao se inscrever no Cria Costura, buscava conhecimentos em empreendedorismo, mas encontrou também uma nova maneira de criar.

“Nunca tinha tido contato com a moda de passarela. Para falar a verdade, eu não entendia o conceito”, lembra. Acostumada a produzir fantasias e roupas de personagens, ela acreditava não ter uma identidade criativa. As aulas mudaram essa percepção. “A gente foi criando e aí eu fui vendo que realmente todo mundo tem uma identidade.”

Na pesquisa sobre Burle Marx, Lucimar encontrou uma ligação entre as cores dos jardins e o universo infantil de seu trabalho. O sorriso do paisagista nas fotografias também chamou sua atenção. “Vi no sorriso dele a alegria que transmitia nos jardins: a alegria que tinha dentro dele, através das cores”, explica. “São jardins muito coloridos. Liguei isso ao meu mundo, que era o infantil, também muito colorido.”


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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