
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) defendeu, de forma contundente, a classe que representa, durante solenidade de posse de sua Diretoria para o triênio 2026/2029. No evento, realizado na segunda-feira (09), no Auditório “Franco Montoro”, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), a presidente reeleita, delegada Jacqueline Valadares, reiterou a luta pela valorização real dos policiais civis, e “não mero palanque político”, em claro recado ao governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).
Em campanha quase quatro anos atrás, com a Segurança Pública como bandeira, o republicano prometeu que a Polícia Civil paulista estaria entre os melhores salários do País. Não cumpriu o combinado e a classe policial teme, agora, que a promessa volte à campanha deste ano – Tarcísio tem se colocado como pré-candidato à reeleição ao Palácio dos Bandeirantes.
Neste cenário, ainda pesa o impedimento a governantes de conceder reajuste de salário a servidores públicos no período de 180 dias que antecede as eleições. O prazo começa a contar em abril, ou seja, daqui a dois meses, e não há o mais pálido sinal de que o republicano concederá aumento à Polícia Civil e a outras Forças de Segurança do Estado antes disso.
A presidente do Sindpesp destacou, durante seu discurso de posse, a perda aproximada de 1,2 mil policiais civis somente em 2025, entre exonerações a pedido, aposentadorias e outros motivos. A delegada lembrou, ainda, que, apesar de conquistas obtidas com a Constituição Federal de 1988, há uma série de direitos sonegados à instituição até os dias de hoje:
“Como se não bastassem os baixos vencimentos, ainda não temos pagamento de hora extra, adicional noturno, auxílio-saúde, e progressão de carreira com critérios objetivos – só para citar algumas das negligências. A luta do Sindpesp continua, a fim de garantirmos que a carreira seja reconhecida e valorizada, e não seja mero palanque político”, afirmou Jacqueline, que comanda o Sindicato do Delegados desde janeiro de 2023 e foi releeita para a Presidência em 10/1.
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