Com orçamento recorde, SEHAB consolida maior ciclo de investimentos habitacionais da história recente da capital
A política habitacional de São Paulo atravessa um dos momentos mais consistentes de sua trajetória. Em 2025, o orçamento destinado à área alcançou R$ 5,56 bilhões. Para 2026, a previsão é ainda maior: R$ 6,65 bilhões. Somados, apenas os dois últimos anos se aproximam dos R$ 12,2 bilhões investidos em habitação ao longo de quase duas décadas, entre 2003 e 2020. Esse salto orçamentário reposicionou a moradia no centro das prioridades da atual administração municipal.
“O crescimento do orçamento nos últimos dois anos mostra que a habitação voltou ao centro da agenda da capital. Esse volume de investimento ampliou nossa capacidade de enfrentar o déficit habitacional e deixa bases sólidas para uma política pública permanente”, afirma o secretário municipal de Habitação, Sidney Cruz, à frente da pasta desde janeiro de 2025.
Com mais recursos, a cidade ampliou as entregas, acelerou os processos de regularização e avançou em frentes históricas, como a urbanização de favelas e o fortalecimento do atendimento social nos territórios.
Somente entre 2025 e fevereiro de 2026, 7.099 famílias conquistaram a casa própria. Desde 2021, com a criação do Programa Pode Entrar, já são 17.986 moradias entregues. Atualmente, São Paulo conta com 43.682 unidades habitacionais em construção, consolidando o maior programa habitacional da história da cidade.
Financiado com recursos próprios do município, o Pode Entrar se consolidou como o maior programa habitacional já estruturado pela Prefeitura. Ele reúne diferentes modalidades, como Entidades, Empresas, Aquisição, Melhorias, Parcerias Público-Privadas e Carta de Crédito, ampliando caminhos para produção habitacional e diversificando as formas de atendimento às famílias de baixa renda.
A modalidade Pode Entrar Aquisição ganhou novo impulso com a atualização da legislação, que passou a permitir a compra de empreendimentos produzidos pela iniciativa privada, sejam eles prontos, em construção ou ainda na planta, destinados prioritariamente ao atendimento de famílias com renda de até três salários mínimos. Atualmente, já são mais de 21 mil unidades contratadas nessa modalidade.
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