Mostra reúne mais de 150 obras e registros de 38 iniciativas de diferentes regiões do país
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo inaugurou no último dia 26 de setembro, Nzo – Memórias Afro-brasileiras, primeira exposição da Rede de Acervos Afro-brasileiros. Em cartaz até 28 de fevereiro de 2027, a mostra reúne mais de 150 obras e registros de 38 iniciativas de diferentes regiões do país dedicadas à preservação, documentação e difusão de bens culturais afro-brasileiros.
Em kikongo, Nzo significa “casa”. Nos candomblés de tradição Angola, o termo também designa a casa de culto, espaço de convivência, pertencimento e transmissão de saberes. É dessa ideia de casa que parte a exposição para aproximar acervos, territórios e diferentes práticas de salvaguarda da memória afro-brasileira.
A exposição reúne materiais preservados por museus, arquivos, comunidades tradicionais, quilombos, terreiros, pontos de memória e outras iniciativas.
“Diante de uma história marcada pela tentativa de apagamento, pela expropriação territorial e pela perseguição às manifestações negras e de matriz africana, salvaguardar é também um ato de resistência e afirmação. Nzo é essa casa de muitas casas, onde cada acervo participante traz sua voz singular para compor uma trama coletiva”afirmam Gabrielle Nascimento e Raissa Albano, coordenadoras curatoriais da exposição.
Serviço:
Exposição: Nzo – Memórias Afro-brasileiras
Período: até 28 de fevereiro de 2027
Local: Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, Portão 10, Parque Ibirapuera
Horário: terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h
Gratuito.
SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br
