Mergulho em água rasa, comuns no verão, pode causar lesões graves e irreversíveis

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Crédito: Freepik

Prática comum em rios, praias e piscinas é uma das principais causas de traumatismo da coluna vertebral no Brasil

O verão traz com ele os banhos em mar, piscinas e cachoeiras. O que poderia ser simples um momento de lazer para muitos, também revela um perigo que coloca vidas em risco: o mergulho em água rasa. Não à toa, segundo a Sociedade Brasileira de Coluna (SBC), a prática é a quarta maior causa de lesão medular no Brasil e se torna a segunda durante o verão, ficando atrás apenas de acidentes automobilísticos. Para o Dr. Rodrigo Góes, ortopedista e especialista em coluna, as consequências mais graves do acidente estão a paralisia de braços e pernas, danos severos na coluna, além de fraturas.

“O principal perigo está no impacto direto da cabeça ou do pescoço contra o fundo da água. Em águas rasas, a profundidade insuficiente não permite que o corpo desacelere de forma segura, fazendo com que a força do mergulho seja absorvida pela coluna cervical, uma região extremamente sensível. O acidente pode acontecer numa fração de segundo, em muitos casos, os pacientes chegam conscientes ao hospital, mas já sem movimentos nos braços ou nas pernas”, explica o médico.

Segundo o médico as lesões mais comuns são fraturas cervicais, danos à medula espinhal e traumatismo craniano. Ainda de acordo com o ortopedista, alguns casos são irreversíveis, resultando em tetraplegia e paraplegia. Dependendo da gravidade, além da vítima perder movimentos e a sensibilidade, pode não ter mais a capacidade de respirar sem ajuda de aparelhos. Em casos mais graves, o acidente é fatal.

O especialista em coluna reforça que a melhor forma de prevenção é evitar qualquer tipo de mergulho de cabeça em locais desconhecidos ou rasos. Entrar na água com os pés primeiro, verificar a profundidade e respeitar placas de sinalização são atitudes básicas que evitam esse tipo de acidente.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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