Cidade Dutra celebra 77 anos como símbolo de crescimento e identidade na Zona Sul de São Paulo

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Crédito: Marlon Hammes/Wikimedia

Bairro comemora aniversário em 25 de janeiro destacando sua história, dimensões territoriais e curiosidades que marcam a vida local

O bairro Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, comemorou no último dia 25 de janeiro seus 77 anos de história, reafirmando sua importância no desenvolvimento urbano e social da capital paulista. Criado oficialmente em 1949, o bairro nasceu por iniciativa da Light and Power, proprietária à época das represas Billings e Guarapiranga, com o objetivo de dar moradia aos seus funcionários.

O nome Cidade Dutra é uma homenagem ao ex-presidente Eurico Gaspar Dutra e está diretamente ligado à construção e ao crescimento da região durante o processo de industrialização e expansão populacional de São Paulo no pós-guerra. Inicialmente formado por loteamentos residenciais, o bairro passou por transformações significativas ao longo das décadas, acompanhando o crescimento da cidade e a chegada de serviços públicos, comércio e equipamentos urbanos.

Com uma área extensa, a Cidade Dutra se destaca por estar situada próxima à Represa Guarapiranga, um dos principais reservatórios de água de São Paulo. Essa proximidade confere ao bairro uma paisagem singular e influencia diretamente o cotidiano dos moradores, seja pela presença de áreas verdes, seja pelo debate constante sobre preservação ambiental e ocupação urbana. A região também abriga importantes vias de ligação, como a Avenida Senador Teotônio Vilela, que conecta o bairro a outros pontos estratégicos da Zona Sul.

Cidade Dutra ocupa 29,30 quilômetros quadrados dos 134,20 da Prefeitura Regional de Capela do Socorro. Os 30 mil moradores da década de 1950 multiplicaram-se: hoje, moram no distrito mais de 203 mil pessoas — com densidade de quase 7 mil pessoas por quilômetro quadrado, a maior da região. Toda a Prefeitura Regional abriga mais de 700 mil habitantes (dados da Fundação Seade).

Abriga lugares especialmente calmos e tranquilos como a praça Piemonte, na Vila Santo Antônio – um refúgio de antigos moradores. Ou fervilhantes no comércio como a avenida Teotônio Vilela, que concentra as principais lojas de tudo que se possa imaginar: eletrodomésticos, roupas, supermercados, materiais de construção, oficinas, farmácias, perfumarias, lanchonetes, restaurantes. Há também bancos, escolas e Correios.

O bairro segue em constante transformação, buscando conciliar desenvolvimento urbano, qualidade de vida e preservação ambiental, mantendo viva a memória de sua formação e o sentimento de pertencimento de seus moradores.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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