Controle do colesterol deve começar na infância, alerta cardiologista 

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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasi

Exame precoce e estilo de vida saudável protegem o coração

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, cerca de 32% da população brasileira adulta apresenta níveis altos de colesterol LDL, o chamado “colesterol ruim”. Para o vice-presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Renato Jorge Alves, a prevenção é a melhor forma de evitar problemas de saúde decorrentes do colesterol. 

Baseado em um estudo publicado em setembro de 2025 o médico recomenda que todas as pessoas façam a dosagem do colesterol a partir dos 10 anos de idade. “O conselho que eu dou é que todo mundo faça um exame preventivo de colesterol, junto com o de glicose”, afirmou.

A investigação precoce busca detectar casos que podem levar crianças a terem quadros graves como infarto ou doenças genéticas como a hipercolesterolemia familiar, que pode provocar níveis extremamente elevados de colesterol ainda na infância.  

Também é fundamental adotar hábitos saudáveis para evitar que outros fatores de risco se somem ao colesterol elevado e aumentem as chances de infarto. Caso o exame detecte níveis altos de colesterol, a orientação é procurar acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.

“Não vá atrás de médicos que falam na internet para não tomar remédios contra colesterol, porque isso é uma falácia”, alertou. De acordo com ele, interromper o tratamento aumenta o risco de complicações. “Assim como acontece com diabetes e hipertensão, o colesterol volta a subir quando a medicação é suspensa.”

A alimentação saudável é um dos aliados no combate ao “colesterol ruim”. Portanto, a  dieta deve ser equilibrada, com proteínas, carboidratos e gorduras em quantidades adequadas. 

Quem já apresenta colesterol elevado deve evitar o consumo excessivo de carne vermelha, pois isso pode elevar ainda mais os níveis de LDL. Além disso, esse tipo de alimentação pode aumentar o ácido úrico e favorecer a formação de placas de gordura nas artérias, elevando o risco cardiovascular.

O especialista explicou que mudanças na alimentação costumam reduzir o colesterol entre 5% e 10%, porque cerca de 70% da substância é produzida pelo próprio organismo.

A prática de atividade física também é essencial. A recomendação é acumular entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana. O sono também influencia o metabolismo. Dormir mal pode favorecer o aumento do colesterol e dos triglicérides, gordura associada ao processo inflamatório das artérias.

Com informações de Agência Brasil 


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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