Por que eu vou vacinar novamente meus filhos contra o sarampo

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Crianças de 10 a 14 anos são público-alvo da vacina. Créditos: Rovena Rosa/Agência Brasil

Nas últimas semanas, muitas famílias têm acompanhado reportagens preocupantes sobre o sarampo. Casos da doença voltaram a aparecer e, junto com as notícias, chegam as dúvidas: precisamos nos preocupar? Quem já tomou a vacina precisa tomar novamente?

Aqui em casa, a decisão já está tomada: vou vacinar novamente meus filhos contra o sarampo.

Eles estão com a carteira de vacinação em dia. Não perderam doses e receberam as vacinas recomendadas para a idade. Ainda assim, neste momento, existe uma recomendação específica para quem vive em São Paulo.

Durante a campanha de agosto, a vacinação contra o sarampo foi ampliada para pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente da vacinação anterior. É uma estratégia temporária para aumentar rapidamente a proteção da população diante da identificação de casos e reduzir a possibilidade de circulação do vírus.

E por que uma mobilização tão grande por causa de alguns casos?

Porque estamos falando de uma das doenças mais contagiosas que existem. O sarampo é transmitido pelo ar e encontra nas pessoas suscetíveis a oportunidade para voltar a circular.

Por isso, mais do que transformar as notícias em medo, precisamos transformá-las em ação.

Como pediatra, tenho acompanhado atentamente o cenário epidemiológico e as recomendações das autoridades de saúde. Como mãe, faço exatamente aquilo que oriento às famílias que acompanho: diante de uma recomendação de vacinação, meus filhos também serão vacinados.

Isso não significa que as doses anteriores “não funcionaram”. Pelo contrário. Foi justamente a vacinação em massa que fez o sarampo praticamente desaparecer da nossa rotina por tantos anos.

A vacina continua sendo nossa principal ferramenta para impedir que ele volte.

Então, diante de tantas manchetes alarmantes, minha sugestão é trocar o medo por uma atitude simples: procure uma unidade de saúde e informe-se sobre a vacinação.

Eu farei isso com os meus filhos.

Porque, quando existe uma forma segura de prevenir uma doença potencialmente grave, prevenir continua sendo a melhor escolha.

Dra. Eliana Maekawa

Pediatra e Neonatologista

@‌draelianamaekawa


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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