Procon Paulistano notifica Mercado Livre e cobra medidas contra anúncios irregulares de placas de moto e carro

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Fiscalização identificou ofertas que podem descumprir a legislação

O Procon Paulistano notificou a plataforma de comércio eletrônico Mercado Livre para prestar esclarecimentos sobre anúncios de placas de moto e carro, incluindo as de padrão Mercosul, ofertadas por vendedores cuja regularidade em relação ao credenciamento exigido pela legislação está sendo apurada. A medida faz parte do trabalho permanente de fiscalização do Procon Paulistano para coibir práticas que possam colocar consumidores em risco ou contrariar a legislação. 

A medida faz parte do trabalho permanente de fiscalização do Procon Paulistano para coibir práticas que possam colocar consumidores em risco ou contrariar a legislação. No comércio eletrônico, o órgão atua para promover maior transparência nas relações de consumo e impedir a oferta de produtos cuja fabricação ou comercialização dependam de autorização ou credenciamento específico.

As placas estão à venda em sites na internet a preços baixos, em valores entre R$ 20 e R$ 30, e são de fácil instalação em motos roubadas. A prática facilita a ocultação da identidade dos criminosos e dificulta o rastreamento pela polícia. Os bandidos se aproveitam da enorme frota de motos, atualmente em torno de 1,3 milhão, e a facilidade para se dispersarem no trânsito intenso da cidade para cometer crimes graves e depois fugir.

A notificação foi expedida após a equipe de fiscalização identificar anúncios que podem estar em desacordo com a Resolução nº 969/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que restringe a fabricação e a estampagem de placas de identificação veicular a empresas devidamente credenciadas. A exigência busca assegurar a autenticidade, a rastreabilidade e a segurança do sistema de identificação veicular, além de proteger o consumidor contra ofertas irregulares.

No prazo de 10 dias, o Mercado Livre deverá informar quais mecanismos utiliza para impedir anúncios de empresas não credenciadas, como realiza a verificação dos anunciantes, quais critérios adota para identificar e remover publicações irregulares e quais medidas serão implementadas para reforçar o controle desse tipo de oferta.

“O comércio eletrônico deve observar a legislação aplicável e adotar mecanismos eficazes para prevenir a oferta de produtos comercializados em desacordo com as normas. A fiscalização tem como objetivo proteger o consumidor e contribuir para um ambiente de consumo mais seguro e transparente”, afirma o diretor de Fiscalização do Procon Paulistano, Octávio Castro.


SUGESTÕES DE PAUTA: reportagem@gruposulnews.com.br

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